Cerimônia Especial do STF para Relembrar a Invasão de 8 de Janeiro
No dia 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizará em Brasília um evento marcante para relembrar os atos golpistas ocorridos em 2023. Na ocasião, apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. A iniciativa, intitulada “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, visa reconhecer essa data significativa e debater as repercussões institucionais das ações que clamavam por intervenção militar após o resultado das eleições de 2022.
O evento contará com uma programação diversificada, que inclui atividades culturais e debates ao longo do dia, todos realizados na sede do tribunal. As festividades têm início no início da tarde, com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser montada no Espaço do Servidor do STF. A exibição reunirá registros do processo de reparação referente aos danos causados aos prédios do Judiciário durante os tumultos.
Prosseguindo na programação, o Museu do STF abrigará a exibição do documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, que revisita os eventos ocorridos e as respostas institucionais que se seguiram às invasões. Além disso, haverá uma roda de conversa com jornalistas no museu, abordando a cobertura jornalística dos episódios e a relevância da imprensa na defesa da democracia.
O evento culminará no Salão Nobre do STF, onde ocorrerá uma mesa-redonda com o tema “Um dia para não esquecer”. A intenção é refletir sobre a gravidade dos eventos e a importância da memória coletiva para a preservação da democracia.
Reflexão sobre os Atos Golpistas e Seus Impactos
Ao se referir à cerimônia deste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, enfatizou que os atos de 8 de janeiro representaram a manifestação evidente de um movimento que visava a promoção de um golpe de Estado. O ministro assinalou que relembrar esses episódios é um esforço crucial para a preservação da memória institucional e o enfrentamento dos traumas do passado recente.
Desde a divulgação dos resultados das eleições de 30 de outubro de 2022, diversos grupos começaram a exigir a intervenção militar para obstruir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Este clima de instabilidade foi marcado por bloqueios de rodovias e acampamentos em frente a quartéis em várias cidades do país.
A escalada da tensão incluiu episódios alarmantes, como a colocação de um artefato explosivo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal, que ocorreu após uma queima de ônibus no dia da diplomação presidencial, também na capital federal. Esses eventos geraram repercussões profundas e preocupantes para a segurança e a ordem democrática no Brasil.

