Frente Parlamentar da Agropecuária em Alerta
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou sua preocupação em relação à recente decisão da China de implementar medidas de salvaguarda que podem impactar significativamente as exportações de carne bovina do Brasil. Em nota divulgada na sexta-feira, 2, a FPA pediu por ações rápidas para evitar que a tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina cause turbulências no mercado nacional e afete a renda dos produtores, principalmente no início de 2026.
O alerta da FPA não é sem razão. “Estamos acompanhando com atenção a situação das importações de carne brasileira pela China. Essa nova política já era uma possibilidade discutida, mas agora requer uma reação imediata para evitar a instabilidade que pode se agravar nos próximos meses”, informou a bancada.
Medidas Adicionais da China e Repercussões no Agronegócio
Na quarta-feira, 31, o governo chinês anunciou a imposição de cotas específicas por país nas importações de carne bovina, além da aplicação da tarifa mencionada para volumes que superarem os limites estabelecidos. Segundo o Ministério do Comércio da China (Mofcom), o Brasil, que se destaca como o maior fornecedor de carne vermelha para o mercado chinês, terá que se adaptar a essas novas diretrizes para manter sua posição forte neste setor.
A medida pode gerar um efeito cascata, afetando não apenas os exportadores, mas também toda a cadeia produtiva da carne bovina no Brasil, incluindo os produtores rurais e o mercado interno. Especialistas do setor já levantam preocupações sobre como isso pode se refletir nos preços para o consumidor e na rentabilidade das fazendas.
Expectativas e Ações Futuras
Com o cenário atual, a FPA espera que o governo brasileiro se mobilize para dialogar com as autoridades chinesas e negociar condições mais favoráveis. A bancada enfatiza a necessidade de um esforço conjunto entre os setores público e privado para desenvolver estratégias que possam minimizar os impactos negativos dessa decisão.
Ademais, a Frente Parlamentar também sugere que o Brasil intensifique seus esforços em diversificar os mercados compradores de carne bovina, reduzindo a dependência do mercado chinês e aumentando a resiliência do setor agropecuário brasileiro. Isso inclui explorar novas parcerias comerciais e promover a carne brasileira em outros países que possam se tornar potenciais importadores.
De acordo com analistas do setor, a manutenção de um fluxo saudável de exportações e a proteção da renda dos produtores devem ser prioridades para garantir a estabilidade do agronegócio no Brasil. “O governo precisa agir com celeridade e inteligência para que possamos navegar por essas águas turbulentas”, concluiu um especialista que preferiu não se identificar.

