O Aumento do Turismo de Mergulho no Mundo
De acordo com a Grand View Research, o turismo de mergulho está em franca ascensão, com uma previsão de movimentar cerca de US$ 8,8 bilhões até 2030. Este crescimento médio anual de 10,4% indica um aumento significativo em relação aos níveis de 2022, refletindo a crescente demanda por experiências ligadas à natureza e a conscientização acerca da preservação dos oceanos.
Destinos icônicos para a prática do mergulho estão espalhados por várias partes do mundo, incluindo locais notáveis como Fernando de Noronha e Recife, ambos em Pernambuco, Brasil, além de regiões famosas como Bahamas, Indonésia e Galápagos. Esses lugares não só oferecem paisagens deslumbrantes, mas também abrigam uma biodiversidade impressionante, atraindo aventureiros que buscam vivências autênticas em ambientes naturais.
Fotografia Subaquática e Sustentabilidade
Inserida nesse cenário está a fotógrafa brasileira Fabi Fregonesi, cuja obra captura a essência do mundo subaquático, revelando comportamentos e interações de espécies marinhas que muitas vezes passam despercebidas pelos meros mergulhadores recreativos. Fabi se destacou ao se tornar a primeira brasileira a conquistar um lugar no pódio do Underwater Photographer of the Year, uma das mais prestigiadas premiações do setor.
A trajetória de Fabi no universo da fotografia começou de forma inusitada. Antes de se dedicar profissionalmente à fotografia subaquática, ela trabalhou como publicitária em grandes empresas, incluindo o Google. Sua transição para o mundo das imagens submersas foi impulsionada por um profundo desejo de documentar a biodiversidade marinha e contribuir para a sustentabilidade. “É gratificante ver cada vez mais pessoas se interessando pelo mergulho, especialmente quando isso vem acompanhado de uma preocupação genuína com o nosso oceano”, declara a fotógrafa.
Impacto do Turismo de Mergulho na Conscientização Ambiental
Nos últimos dois anos, Fabi acumula mais de 30 prêmios internacionais, competindo com talentos de diversas nacionalidades. “Fico animada em pensar que minhas fotografias podem estar associadas ao crescimento do turismo de mergulho, especialmente no Brasil”, comenta. Para ela, a prática da fotografia subaquática demanda não apenas habilidade técnica, mas também uma observação aguçada e uma atenção contínua ao ambiente.
Fabi destaca que muitas de suas imagens premiadas capturam espécies em seus habitats naturais, retratando interações que ocorrem sem a intervenção do ser humano. “O crescimento do turismo de mergulho também traz um aumento na responsabilidade sobre a conservação dos ecossistemas marinhos. Um dos meus objetivos é sensibilizar as pessoas sobre a importância desses ecossistemas”, afirma.
Ela acredita que a beleza do mundo subaquático pode ser uma poderosa ferramenta para fomentar cuidados e ações em prol da natureza. À medida que o turismo de mergulho se expande, a conscientização sobre a preservação dos oceanos se torna cada vez mais crucial. “Com o crescimento dessa atividade, a educação e o respeito pela vida marinha são mais essenciais do que nunca”, conclui Fabi.

