Avanços na Economia Solidária
Em 16 de janeiro de 2026, o Conselho Estadual de Economia Popular e Solidária (CEEPS) comemora seu primeiro ano de atividades, refletindo sobre conquistas significativas que contribuem para a reconstrução da política pública no Ceará e em todo o Brasil. Fundado em 16 de janeiro de 2025, o conselho finaliza seu primeiro ciclo com avanços na institucionalização e na intersetorialidade, oferecendo suporte essencial aos empreendimentos solidários.
O Resgate da Participação Social
A recuperação da política foi simbolizada por ações estratégicas, como a 4ª Conferência Estadual de Economia Popular e Solidária. Este evento não só definiu diretrizes para o setor, mas também enviou uma delegação de 52 representantes para a conferência nacional em Brasília, que contou com a presença do Presidente Lula. Para Victoria Paiva, coordenadora de Economia Popular e Solidária da Secretaria do Trabalho (SET), essa mobilização representa um retorno ao protagonismo popular na formulação de políticas públicas, reafirmando a conexão entre o Estado e as necessidades reais dos empreendimentos.
Ações Estratégicas e Parcerias
Para assegurar a sustentabilidade dos empreendimentos, o CEEPS formou parcerias com diversas secretarias, como Cultura (Secult), Desenvolvimento Agrário (SDA) e Meio Ambiente (Sema). Graças a essas colaborações, foi realizado o 23º Feirão Estadual de Socioeconomia Solidária em dezembro, com a participação de 200 expositores de diversas regiões.
O Termo de Cooperação estabelecido com a Secult prevê a criação de pontos de venda em eventos em espaços culturais significativos, como a Estação das Artes e o Centro Cultural do Cariri, promovendo a comercialização dos produtos solidários. Na área de reciclagem, a entrega de quatro caminhões para associações de catadores destaca a integração entre geração de renda e práticas sustentáveis.
Além disso, a colaboração com o Programa Paul Singer, que está sendo implementado em todo o país, contribui com os instrumentos da política formulada pela Secretaria Nacional de Economia Solidária. Um exemplo é o Cadastro Nacional dos Empreendimentos Solidários (Cadsol), com o Ceará se destacando como o primeiro Estado a criar sua comissão gestora.
Expansão e Inovação
Além das fronteiras estaduais, os empreendimentos cearenses têm ganhado espaço em eventos de relevância, como o I Festival Nordestino de Economia Solidária, realizado em Salvador (BA), e a feira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Recife (PE). Essas iniciativas são coordenadas pela Câmara Temática de Economia Solidária no Consórcio Nordeste. Dentro do Ceará, o CEEPS avança na implementação de Centros Públicos de Comercialização, que servirão como locais para venda e distribuição da produção solidária, em parceria com as prefeituras.
Em uma nova fase, o CEEPS lançará em janeiro de 2026 o Curso Estadual de Formação de Gestores. Com uma carga horária de 40 horas, essa iniciativa resulta de uma união entre a Escola de Gestão Pública (EGP) e universidades como UFC, UFCA, UVA e Unilab.
Conforme destaca o Secretário do Trabalho, Vladyson Viana, a definição de ações prioritárias é essencial diante dos desafios enfrentados pelo setor. “O balanço do primeiro ano mostra que a economia solidária superou a condição de política assistencialista, tornando-se um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Isso nos enche de orgulho. Embora ainda haja muito a ser feito, estamos comprometidos em avançar no fortalecimento e na consolidação dessa política”, afirma Viana.

