Decisão do STF e Suspeitas de Espionagem
A investigação sobre a suposta espionagem em Pernambuco ganhou novos contornos após uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso, que envolve alegações de uma operação clandestina de monitoramento, foi desencadeado por denúncias do partido do ex-governador Paulo Câmara, que aponta integrantes do governo de Raquel Lyra (PSD) como responsáveis por essa prática ilegal.
Em suas redes sociais, Paulo Câmara afirmou: “A decisão do Supremo Tribunal Federal chega para fazer justiça. A Polícia Federal agora está autorizada a investigar a ação clandestina de monitoramento e de espionagem ilegal conduzida pela Polícia Civil. É hora de Pernambuco saber: quem deu a ordem? A quem interessou agir à margem da lei? Por que fazer isso em pleno ano eleitoral?”. O ex-governador expressou confiança na investigação, destacando que a participação da PF será crucial para desvendar os fatos. “Tenho certeza que a verdade vai prevalecer”, assegurou.
Reação da Governadora Raquel Lyra
A governadora Raquel Lyra também se pronunciou sobre o assunto. Em um vídeo divulgado em sua conta no Instagram, ela negou qualquer orientação do governo para perseguir opositores. “Não existe, por parte do governo de Pernambuco, nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja”, afirmou. Ela ressaltou, no entanto, que, sob sua gestão, todas as denúncias que apresentem indícios suficientes serão investigadas. Sua declaração visa esclarecer a postura do governo diante das acusações e reafirma seu comprometimento com a transparência.
As alegações de espionagem começaram a ganhar destaque após uma reportagem da TV Record, que noticiou que Gustavo Queiroz Monteiro, secretário municipal de Articulação Política e Social, teria sido seguido por agentes da Polícia Civil entre agosto e outubro de 2025, sem qualquer ordem judicial. Este fato gerou questionamentos sobre os limites das investigações e o uso de recursos da segurança pública para fins pessoais ou políticos.
Esclarecimentos sobre o Monitoramento
De acordo com informações do governo, o monitoramento do secretário teria sido motivado por uma denúncia anônima que sugeria a possibilidade de recebimento de propina. A administração pública confirmou que uma checagem preliminar foi realizada, mas que a hipótese não se confirmou e, consequentemente, o caso foi arquivado. Este episódio levanta discussões sobre as práticas de monitoramento e a ética nos procedimentos investigativos.
A medida do STF e a subsequente investigação da Polícia Federal são passos significativos em um cenário político já conturbado, marcado por trocas de acusações e disputas acirradas. A realidade em Pernambuco espelha um contexto eleitoral que se intensifica, levantando a preocupação sobre o uso de práticas de espionagem e monitoramento em um ambiente democrático.
Com essas recentes revelações, o povo pernambucano é instigado a manter um olhar atento sobre os desdobramentos da investigação e o impacto que isso poderá ter nas relações políticas no estado, especialmente em um ano eleitoral.

