Destaques na Arrecadação de Tributos Federais
Pernambuco se destacou no cenário nacional ao ter duas de suas cidades entre os 100 municípios que mais arrecadam tributos federais, conforme o ranking divulgado nesta segunda-feira (02) pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Os dados, baseados nas informações da Receita Federal do ano de 2024, mostram Recife, em uma posição relevante, e Cabo de Santo Agostinho, importante município da Região Metropolitana que abriga o Porto de Suape.
A capital pernambucana alcançou o 15º lugar, com uma arrecadação impressionante de R$ 19,3 bilhões em tributos federais, reforçando sua posição como o principal centro econômico do estado e um dos locais que mais concentraram recursos tributários no Brasil. Por sua vez, Cabo de Santo Agostinho ocupa a 83ª posição, com R$ 3,26 bilhões, refletindo a força da sua atividade industrial e logística, especialmente devido à presença do Complexo Portuário de Suape.
Desigualdade na Arrecadação Regional
O levantamento do IBPT também evidencia a desigualdade na arrecadação tributária entre as regiões do Brasil. No total, apenas 12 municípios do Nordeste figuram na lista dos 100 maiores arrecadadores, enquanto o Sudeste abriga mais da metade das cidades do ranking, evidenciando a concentração histórica de atividade econômica nessa área do país. Para se ter uma ideia, dos 100 municípios que mais arrecadaram tributos em 2024, 53 estão localizados no Sudeste, enquanto 26 pertencem ao Sul, totalizando 79% do montante arrecadado.
O estado de São Paulo, em particular, lidera essa categoria ao contabilizar 36 municípios na lista, o que representa mais de um terço do total. Isso reforça a centralidade econômica que o Sudeste exerce sobre o Brasil.
Pontos altos da Arrecadação Nacional
No topo do ranking nacional, destaca-se a cidade de São Paulo, com uma arrecadação astronômica de R$ 581,1 bilhões, o que equivale a quase 30% do total arrecadado pelos 100 maiores municípios do país. Logo em seguida, aparecem as cidades do Rio de Janeiro e Brasília, seguidas de capitais e centros industriais como Belo Horizonte, Curitiba e Barueri.
Ao todo, os 100 municípios listados arrecadaram R$ 1,955 trilhão em tributos em 2024. Este valor representa 77,58% de toda a arrecadação tributária nacional, apesar dessas cidades concentrarem cerca de 36% da população brasileira. Essa disparidade entre população e arrecadação continua a ser um tema relevante nas discussões sobre justiça fiscal no país.
Arrecadação Federal vs. Receita Municipal
Um dos pontos ressaltados pelo IBPT é que os valores apresentados se referem exclusivamente aos tributos administrados pela Receita Federal, e não aos que entram diretamente nos cofres das prefeituras. Assim sendo, o ranking não necessariamente reflete o total de receitas municipais, mas sim a soma dos tributos federais arrecadados em cada localidade, incluindo contribuições previdenciárias.
No caso do Recife, essa arrecadação se concentra principalmente em empresas, serviços, consumo e folha de pagamento, resultando em significativos valores de Imposto de Renda, PIS/Cofins e contribuições ao INSS. Por outro lado, Cabo de Santo Agostinho conta com Suape, um porto estratégico que impulsiona indústrias e operações de comércio exterior, refletindo fortemente na sua arrecadação tributária.
Pernambuco na Centralização da Arrecadação
Pernambuco, portanto, se coloca em evidência no ranking do IBPT com a presença de dois municípios entre os 100 maiores arrecadadores de tributos federais do Brasil em 2024:
- Recife – 15º lugar (R$ 19,3 bilhões)
- Cabo de Santo Agostinho – 83º lugar (R$ 3,26 bilhões)
A análise do ranking também revela que, de forma geral, a arrecadação tributária continua a ser concentrada nas regiões mais ricas do Brasil, um dado que não pode ser ignorado nas discussões sobre desenvolvimento econômico e social no país.

