Um Marco Cultural em Salvador
A história do cantor e compositor Moraes Moreira agora tem um espaço permanente no Centro Histórico de Salvador. A partir de quinta-feira, 12, a Praça Castro Alves passou a contar com uma estátua em homenagem ao artista, que nos deixou em 2020. A realização é fruto de uma iniciativa da Prefeitura de Salvador, dentro das celebrações dos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM), instituição responsável por fomentar a cultura na capital baiana. Durante todo o ano, a fundação está programando uma série de eventos voltados para a valorização e ocupação dos espaços culturais da cidade.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de Ana Paula Matos, vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, além de Fernando Guerreiro, presidente da FGM, e diversas outras autoridades. Em um momento especial de homenagem, Davi Moraes, filho de Moraes Moreira, apresentou um show no terraço do Cine Glauber Rocha, com uma vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos. O evento também foi marcado por um cortejo do bloco ‘Moraes e Moreira’, que saiu da Praça Castro Alves em direção ao Teatro Gregório de Mattos, onde a exposição ‘FGM 40+’ foi aberta ao público.
Uma Escultura com Significado
A escultura que eterniza Moraes Moreira é uma criação do artista plástico Roberto Manga e foi estrategicamente instalada em frente ao Hotel Fasano Salvador. A escolha desse local não poderia ser mais simbólica, já que a Praça Castro Alves é um dos marcos mais importantes do Carnaval na cidade e palco de diversos momentos memoráveis na carreira do cantor.
Nascido em Ituaçu, Moraes Moreira, cujo nome de batismo era Antônio Carlos Moraes Pires, deu os primeiros passos em sua carreira musical ao se inscrever no Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia. Foi nesse ambiente que estabeleceu conexões com nomes como Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, com quem formou o icônico grupo Novos Baianos, responsável por clássicos atemporais como “Mistério do Planeta” e “A Menina Dança”.
Em 1976, já em sua carreira solo, Moraes fez história ao se tornar o primeiro cantor a se apresentar em um trio elétrico, ao lado dos renomados Dodô e Osmar Macêdo, um marco que transformou o Carnaval da Bahia para sempre.
Um Legado que Perdura
Moraes Moreira faleceu em abril de 2020, aos 72 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de um infarto. Agora, a nova estátua serve como um tributo a sua contribuição inestimável para a música brasileira e sua profunda conexão com a Praça Castro Alves, um dos grandes palcos do Carnaval de Salvador. Assim, o artista continua vivo na memória dos admiradores e na cultura da cidade.

