Novas Joias Culturais do Recife
Na última quarta-feira, 8 de novembro, Recife celebrou um importante marco para sua cultura ao reconhecer cinco projetos artísticos como Patrimônio Cultural Imaterial. Entre eles, destacam-se a Quadrilha Origem Nordestina, o Bloco Lírico Flores do Capibaribe, o Grupo Terra, a Feira Criativa Crabolando e o Bloco Carnavalesco Misto Flor da Lira do Recife. A votação dos projetos de lei que conferiram esse título ocorreu na Câmara Municipal e a decisão foi oficializada no Diário Oficial da cidade.
A Feira Crabolando, por exemplo, terá o suporte do Poder Executivo para garantir sua preservação e valorização, considerando sua relevância cultural, artística, econômica e social. Essa feira realiza edições mensais em diferentes espaços públicos de Recife, como a Praça do Rosário, na Várzea, e o Parque da Jaqueira, e é conhecida por reunir artesãos e estilistas da cidade, além de promover apresentações musicais e teatrais.
Celebrando Tradições Juninas e Carnavalescas
Os ciclos festivos do estado, sempre vibrantes, também foram contemplados por meio da inclusão de tradicionais representantes das festividades juninas e carnavalescas. A Quadrilha Origem Nordestina, criada em 1994 no Morro da Conceição, é bicampeã do festival de quadrilhas de Pernambuco e se dedica ao longo do ano a promover a rica tradição do São João em todo o Brasil. O Bloco Lírico Flores do Capibaribe e o Bloco Carnavalesco Misto Flor da Lira têm se destacado na preservação e promoção do frevo, ritmo que é a cara do carnaval pernambucano.
Grupo Terra: Uma História de Samba
O Grupo Terra, fundado em 1993, representa a tradição do samba em Pernambuco e é considerado uma das bandas mais antigas do gênero no estado. Com um repertório autoral marcante, o grupo já acompanhou diversos artistas renomados como Lecy Brandão, Almir Guineto, Teresa Cristina, Seu Jorge, Jorge Aragão e Jovelina Pérola Negra. Reconhecido como o grupo de samba mais longevo de Pernambuco, o Terra ainda é uma referência importante para os novos artistas do segmento, mantendo viva a chama do samba no coração pernambucano.
Essas iniciativas, agora elevadas a Patrimônio Cultural Imaterial, não apenas celebram a história e tradição da cultura local, mas também garantem que futuras gerações possam vivenciar e preservar essas manifestações artísticas que são parte essencial da identidade de Recife.

