Crescimento Acelerado em Fevereiro
O comércio varejista em Pernambuco apresentou um desempenho notável em fevereiro de 2026, mostrando sinais robustos de recuperação. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (15), o Estado alcançou uma alta de 1,1% no volume de vendas em relação ao mês anterior, ajustado sazonalmente, superando a média nacional de 0,6%. Esse resultado representa um avanço considerável em comparação com fevereiro de 2025, quando a variação foi de apenas 0,2%.
No contexto nacional, Pernambuco ocupa o oitavo lugar no ranking de variação acumulada nos últimos 12 meses, com um índice de 3,6%. Embora esse número seja levemente inferior aos 3,8% do mesmo período do ano anterior, especialistas do IBGE afirmam que isso reflete uma recuperação contínua após quedas registradas em meses cruciais de 2025, como maio, agosto e dezembro.
Ranking Comparativo e Crescimento Acumulado
A performance do varejo pernambucano se destaca em comparação a grandes mercados, como São Paulo e Rio de Janeiro. O Amapá lidera o ranking nacional com 7,2%, enquanto o Tocantins amarga a última posição com uma retração de 3,0%. No acumulado do ano, Pernambuco mostra uma expansão ainda mais expressiva, atingindo 12,2% em 2026, em contraste com os 2,4% do ciclo anterior.
Crescimento da Receita Nominal
Ao se analisar a receita nominal de vendas, que considera o efeito dos preços, o crescimento acumulado no ano foi de 14,7%, superando os 7,4% registrados em 2025. Em fevereiro, a receita cresceu 1,5%, apresentando uma diferença positiva de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano passado. Esses números indicam um sinal claro de recuperação econômica e confiança do consumidor.
Setores em Destaque e Desafios
Dentro do comércio varejista ampliado, o impacto positivo na receita nominal nos últimos 12 meses foi impulsionado principalmente pelos setores de combustíveis e lubrificantes, que cresceram 12,7%, e pelos hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, que registraram um aumento de 10,6%. Em contrapartida, alguns setores enfrentaram desafios, como materiais de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, que apresentaram quedas de 0,9% e 2,2%, respectivamente.

