Mudanças na Administração Aeroportuária em Pernambuco
A concessionária GRU Airport, responsável pela gestão do Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo, agora administrará os aeroportos de Garanhuns, Serra Talhada e Araripina, localizados em Pernambuco. Essa transferência de gestão é parte de um ambicioso projeto de modernização, que incluirá um investimento total de R$ 82,2 milhões para revitalizar os três terminais pernambucanos.
A oficialização da medida ocorreu na última terça-feira, dia 14, através da assinatura de um termo aditivo pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Este acordo também abrange mais nove aeroportos regionais, tanto no Nordeste quanto na Amazônia Legal, ampliando a atuação da GRU Airport. De acordo com a pasta, a expectativa é de que as novas gestões contribuam para o aumento das rotas disponíveis, facilitem o acesso a destinos turísticos e melhorem o escoamento da produção local.
O total de investimentos previstos para a concessão chega a R$ 731,6 milhões, com aproximadamente R$ 630 milhões direcionados à modernização das infraestruturas dos 12 aeroportos que compõem o projeto, espalhados por oito estados do Brasil. As intervenções incluem melhorias nas pistas, pátios de manobra e terminais de passageiros, com foco na segurança, eficiência operacional e na qualidade dos serviços prestados.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a abertura de concessões não é meramente uma resposta às limitações orçamentárias do Estado. “Trata-se de uma solução estrutural, que visa aumentar a eficiência, aprimorar a logística no país e criar empregos e oportunidades em diversas regiões”, afirmou.
No que diz respeito aos investimentos por aeroporto, Serra Talhada receberá o maior aporte, totalizando R$ 40,5 milhões. Garanhuns contará com R$ 22,1 milhões e Araripina, com R$ 19,6 milhões. Em comparação, o aeroporto de Paulo Afonso, em âmbito nacional, se destaca com um investimento de R$ 106,2 milhões.
Franca também observou que um dos principais desafios enfrentados por esses aeroportos é que muitos ainda operam com prejuízo. “Enquanto terminais como o de Galeão, Brasília e Guarulhos atraem naturalmente maior interesse, assumir ativos com riscos mais elevados requer uma visão de longo prazo. Contudo, há um potencial significativo no agronegócio, no turismo e até na área da saúde que ainda não foi plenamente explorado”, acrescentou.
Esses 12 aeroportos foram arrematados no leilão da primeira fase do Programa AmpliAR, realizado em novembro do ano passado, uma iniciativa que busca fortalecer a aviação regional, aumentar a conectividade aérea e impulsionar o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas do Brasil.
O ministro também expressou que o Programa AmpliAR representa um avanço significativo na política pública voltada ao setor. “Estamos finalmente estabelecendo uma abordagem consistente para esses aeroportos, com investimentos que ultrapassam R$ 600 milhões apenas neste lote. E mais do que os recursos, o que realmente fará a diferença será a gestão profissional e eficiente que esses terminais passarão a ter”, concluiu.

