Denúncia e preocupações da Frente Popular sobre supressão de provas
Acolhida pela Polícia Federal, a Frente Popular de Pernambuco, coligação que apoia o candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), apresentou uma nova denúncia nesta sexta-feira (4). O foco da ação está na supressão e alteração de dados no perfil Bastidor.pe, que teria divulgado fotografias e postagens relacionadas a panfletos apócrifos. O corpo jurídico da coligação destaca a preocupação com a possível destruição de provas essenciais para o andamento das investigações.
Segundo a defesa, a exclusão das postagens dificulta a identificação da origem das imagens, dos responsáveis pela divulgação dos cartazes e o rastreamento dos aparelhos, contas e endereços de IP ligados à postagem original. Essa medida compromete o trabalho de investigação e pode impactar no esclarecimento dos fatos.
Vínculos entre o perfil Bastidor.pe e a campanha de Raquel Lyra
A Frente Popular também aponta que a única fotografia do panfleto que menciona o marido da governadora Raquel Lyra (PDS) foi publicada pelo perfil Bastidor.pe. A coligação destaca que os três fundadores desse perfil foram assessores comissionados da candidata à reeleição, sendo que um deles atua atualmente como videomaker da campanha da governadora. Essa relação levanta questionamentos sobre a origem e a intenção da publicação.
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Fonte: rjnoar.com.br
Ao ser procurada pelo Diario de Pernambuco, a Polícia Federal informou que não se manifestará sobre casos de natureza política, mantendo a neutralidade institucional no processo.
Contexto e investigação sobre os panfletos apócrifos
Os panfletos, que reacenderam a disputa judicial entre as campanhas ao Governo de Pernambuco, foram encontrados no Bairro do Recife no domingo (30). Entre os materiais apreendidos, havia um panfleto que citava o empresário Fernando Lucena, marido da governadora Raquel Lyra, falecido em 2022. Outros cartazes associavam a imagem da governadora a figuras políticas e personagens envolvidos em crimes, ampliando a controvérsia.
Até o momento, não há identificação pública dos responsáveis pela produção e distribuição desses materiais. A Justiça Eleitoral determinou a abertura de investigação para apurar a autoria, reforçando a fiscalização sobre práticas que possam comprometer a lisura do processo eleitoral.
Investigações policiais e os próximos passos
A Polícia Civil de Pernambuco instaurou um inquérito para identificar os envolvidos na produção e circulação dos panfletos. A apuração está sob responsabilidade da 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife. O caso foi inicialmente registrado como calúnia, demonstrando a gravidade das acusações.
A Polícia Federal terá papel fundamental na busca de evidências sobre quem distribuiu os cartazes, além de investigar a origem dos arquivos usados na confecção dos materiais, possíveis gráficas, financiamento, transporte, armazenamento e disseminação. A apuração pretende esclarecer se houve participação de mandantes, financiadores ou beneficiários ligados ao caso.
Essas investigações definem os próximos movimentos institucionais e judiciais que poderão impactar diretamente o cenário da disputa eleitoral em Pernambuco, reforçando a importância da atuação dos órgãos de controle para garantir transparência e responsabilidade no processo.

