Início do estudo estratégico para Pernambuco
O Governo de Pernambuco deu o pontapé inicial para mapear o futuro do Polo Tecnológico local ao lançar o Estudo Estratégico do Ecossistema de infraestrutura digital do estado. O evento aconteceu na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-PE) e marca o começo de um trabalho técnico que deve durar 90 dias. O objetivo é identificar oportunidades, eliminar gargalos e fundamentar decisões que possam aumentar a competitividade pernambucana na economia digital.
Articulação entre setores público e privado
O projeto surgiu a partir de uma demanda do governo e foi proposto pelo LIDE. A iniciativa é coordenada em parceria pela SECTI-PE, Secretaria de Administração (SAD) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC). A consultoria Deloitte ficou responsável pelo desenvolvimento técnico, com financiamento do Grupo Cavalcanti Petribu, da Estratégica Engenharia e do Grupo Dislub Equador, todos integrantes do LIDE e com raízes em Pernambuco.
Mapeamento detalhado da infraestrutura digital
O estudo pretende reunir dados sobre a infraestrutura tecnológica existente e avaliar caminhos para atrair investimentos públicos e privados. A análise leva em conta aspectos econômicos, energéticos, ambientais, regulatórios e de segurança. A necessidade de acelerar essa iniciativa se intensifica diante do crescimento global da inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, que demandam mais capacidade de processamento, expansão da fibra óptica, segurança cibernética e fornecimento contínuo de energia. Outro ponto será o potencial de Pernambuco para conectividade internacional via cabos submarinos.
Objetivos e etapas do estudo
Matheus Rodrigues, sócio de Infrastructure & Real Estate responsável pelo mapeamento, destaca que o propósito é definir uma estratégia estadual para infraestrutura digital que atraia investimentos, impulsione a transformação digital dos setores econômicos e consolide Pernambuco como polo de infraestrutura e serviços digitais no Brasil e possivelmente no mundo.
Leia também: Infraestrutura em nuvem impulsiona Santa Catarina como polo tecnológico de destaque
Fonte: joinews.com.br
Leia também: Economia Azul: CAF anuncia US$ 2,5 bilhões para projetos até 2030
Fonte: belzontenews.com.br
O estudo está dividido em quatro fases principais. A primeira é o diagnóstico e análise do cenário atual, com benchmarking nacional e internacional para modelar estratégias que posicionem Pernambuco como polo digital. A segunda etapa prioriza os modelos selecionados, detalha-os e estrutura a captação de recursos. As etapas três e quatro focam no engajamento dos atores envolvidos, validação das propostas e elaboração da tese de investimento, visando apoiar o governo na atração de financiamentos.
Governança e desafios para o sucesso do programa
O trabalho conta com uma governança estruturada, incluindo comitês de direção e equipes técnicas multidisciplinares. Matheus ressalta que fatores críticos para o êxito são o alinhamento estratégico, objetivos comuns, critérios claros e agilidade nas validações. A participação ativa do governo, do LIDE, dos empresários e da equipe técnica, além da disponibilidade dos dados, são essenciais.
As primeiras ações envolvem formalizar o plano, estabelecer calendário de reuniões, compilar informações públicas e definir agendas, riscos e dependências.
Visão das lideranças sobre o impacto do estudo
Para Mauricélia Vidal Montenegro, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, o diagnóstico é fundamental para transformar os diferenciais locais em avanços concretos. Ela destaca o ecossistema consolidado, universidades, centros de pesquisa e a localização estratégica do estado como pontos fortes para atrair investimentos e impulsionar a economia digital pernambucana.
Drayton Nejaim, presidente do Sistema LIDE em Pernambuco, enfatiza que a colaboração entre setor público e privado é o diferencial da iniciativa. Ele reforça que o estudo, inédito no Brasil, colocará Pernambuco à frente na captação de recursos e servirá como modelo de cooperação para o estado.
Próximos passos e alinhamento com o Plano de Governo
Com prazo de conclusão previsto para três meses, o relatório final oferecerá um diagnóstico detalhado, cenários alternativos e recomendações estratégicas para políticas públicas e atração de investimentos privados. O movimento integra o Plano de Governo de Pernambuco para 2027 a 2030 e complementa outras iniciativas do executivo estadual, buscando fortalecer a infraestrutura digital e a competitividade do estado na economia global.

