Monitoramento de recursos hídricos com tecnologia avançada
Em Pernambuco, a gestão inteligente da água ganha reforço com uma iniciativa que une drones aéreos, robôs subaquáticos (ROVs), Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial. A colaboração inédita entre a Cesar School, o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) busca enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas extremas na região.
O projeto “SU Compete Soluções”, viabilizado pelo edital Compet da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), vai além de uma simples pesquisa. Cerca de 50 estudantes universitários da Cesar School e do IFPE participam de uma jornada prática e imersiva para aprender a operar essas tecnologias e transformar dados em inteligência ambiental focada na gestão pública.
Combinação de expertises para solução prática
A parceria aproveita o conhecimento específico de cada instituição. A Apac identifica desafios reais, como a inspeção de barragens e o monitoramento de espécies invasoras. O IFPE contribui com sua experiência em drones aéreos e mapeamento territorial, enquanto a Cesar School lidera o desenvolvimento em robótica subaquática, processamento de imagens e sistemas embarcados, além da criação de painéis de Inteligência Artificial.
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Fernando Carvalho, pesquisador do Cesar e coordenador da jornada, explica que já existe experiência com robôs subaquáticos para identificar problemas ambientais, como o coral-sol. “Agora, vamos unir esse conhecimento à criação de estações de monitoramento aquático de baixo custo, customizadas pelos estudantes para atender às demandas da Apac”, afirma.
Crystianne Rosal, diretora de Regulação e Monitoramento da Apac, destaca que o uso dos robôs subaquáticos supera limitações antigas, como a dificuldade de coletar amostras de água em pontos distantes das margens dos reservatórios. “Essa inovação vai melhorar significativamente o monitoramento da qualidade da água em Pernambuco”, ressalta.
Formação prática e impacto real na gestão hídrica
A formação dos alunos inclui 40 horas de cursos que abrangem desde sensoriamento remoto até engenharia de dados. Em seguida, participam de um Hackathon para desenvolver Provas de Conceito (MVPs) que respondam diretamente às necessidades da Apac. Do grupo, 12 estudantes serão selecionados para atuar como bolsistas por quatro meses, aprimorando as soluções para aplicação prática.
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Marco Domingues, coordenador pelo IFPE, reforça o valor da integração tecnológica: “A união dos drones aéreos com a robótica subaquática cria um sistema completo de monitoramento, fortalecendo a prevenção e o cuidado com os recursos hídricos de Pernambuco”.
O projeto já iniciou suas atividades com o primeiro encontro presencial no hub do Cesar, no Bairro do Recife, demonstrando o compromisso em colocar a tecnologia a serviço da preservação ambiental e da gestão eficiente da água no estado.

