quarta-feira 18 de fevereiro

A musa da Grande Rio e a sustentabilidade no Carnaval

A paraense Alane Dias foi um dos principais destaques do desfile da Acadêmicos do Grande Rio, realizado na noite da última terça-feira (17), na icônica Marquês de Sapucaí. Como musa da escola, Alane não apenas encantou o público com sua beleza e samba no pé, mas também chamou a atenção por sua fantasia inovadora, que reflete um compromisso com a sustentabilidade.

Após meses de ensaios com looks que valorizam a reutilização, Alane trouxe essa proposta para a avenida, utilizando 50 garrafas PET para criar franjas que adornaram suas costas e braços. Essa escolha não só embeleza sua apresentação, mas também promove uma importante mensagem ambiental durante uma das maiores festas do Brasil.

Um desfile cheio de significado

Nas redes sociais, Alane compartilhou sua empolgação pelo desfile e detalhou o conceito por trás de sua fantasia. “Uma fantasia que surge das festas e da pirraça das ruas de Pernambuco, da vibração das alfaias dos mestres do maracatu, do frevo, da alegria e força dos brincantes que transformam a rua em palácio. Nobre é o povo. A cultura é coroa”, escreveu, evidenciando a profundidade cultural que sua vestimenta representa.

A musa também enfatizou a relevância da reutilização de materiais no contexto do Carnaval. “As mangas são feitas de garrafa PET para, mais uma vez, o descartável virar brilho na Avenida. É muito gratificante ter esse espaço para manter na fantasia o caminho que estamos trilhando, com a reutilização e conscientização sendo lemas para essa festa!”, destacou Alane, mostrando sua preocupação com o meio ambiente e o impacto da festa.

Enredo sobre a cultura nordestina

Para o Carnaval de 2026, a Grande Rio apresentou o enredo “A Nação do Mangue”, que homenageia o movimento Manguebeat, surgido no Recife (PE) nos anos 1990. Este enredo celebra a força cultural nordestina, unindo música, arte e identidade popular em uma grande manifestação de criatividade e resistência.

Ao encerrar sua postagem, Alane fez referência ao icônico Chico Science, afirmando: “Minha fantasia carrega a nobreza que não vem do silêncio dos salões, mas do som dos tambores. Vem da rua. Como dizia Chico Science: ‘basta deixar tudo soando bem aos ouvidos’. Hoje essa história vai ser reconhecida!”. Com isso, a musa reafirma seu compromisso com as raízes culturais e a valorização do que é feito na comunidade.

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