Uma Nova Geração de Atrações e Desafios para o Festival Pernambuco Meu País
No início de 2026, a lista dos artistas mais bem pagos do Brasil revela um panorama interessante da música nacional. Nomes como Matuê, com um impressionante cachê de R$ 510 mil, e Raça Negra, recebendo R$ 480 mil, fazem parte de um seleto grupo que ainda inclui Biquíni Cavadão (R$ 450 mil) e Dorgival Dantas (R$ 410 mil). Também figuram na lista BaianaSystem, Tarcísio do Acordeon e Xanddy Harmonia, todos com cachês de R$ 400 mil, além de Carlinhos Brown (R$ 380 mil) e Iguinho e Lulinha (R$ 350 mil) e Roberta Miranda (R$ 340 mil).
Esse perfil de atrações contrasta com a proposta inicial do festival, que foi criado em maio de 2024 com o intuito de reanimar o Circuito do Frio. A ideia era realizar um formato itinerante que passaria por várias cidades do Agreste e do Sertão, mas a mudança de direção parece ser uma resposta às críticas feitas pelo prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), sobre a atuação do Governo de Pernambuco no tradicional Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) em 2023. O gestor decidiu, então, municipalizar o evento para as edições seguintes.
Controvérsias e Polêmicas no Cenário Político
Em 2025, a promoção da governadora Raquel Lyra também incluiu uma edição especial de Carnaval em polos como Recife e Olinda. A capital, administrada pelo prefeito João Campos (PSB) e virtual adversário nas eleições de 2026, viu a decisão do Governo estadual gerar debates acalorados, especialmente após o palco do festival obstruir rotas de operações de emergência do Marco Zero, local conhecido por receber as festividades de Momo organizadas pela Prefeitura.
No final do ano, a gestão de Raquel lançou um formato de verão do festival, que se espalhou por cidades como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Itamaracá e São José da Coroa Grande. Mais do que uma simples realização cultural, o Festival Pernambuco Meu País tem sido uma vitrine para a governadora em um momento estratégico, ao se apresentar em diversos palcos, mesmo sob a possibilidade de críticas de órgãos de fiscalização, como o Ministério Público de Pernambuco e a Justiça Eleitoral.
Desafios e Mudanças na Segurança Pública
Entretanto, a administração de Raquel também enfrenta desafios internos. A imagem do Governo melhorou consideravelmente entre as tropas da Polícia Militar (PMPE) e do Corpo de Bombeiros, muito graças à gestão do coronel Renato Pinto Aragão, que foi nomeado para a direção do Hospital da PM. Ele implementou uma reestruturação significativa na unidade, transformando uma situação crítica em algo mais administrável. Contudo, sua demissão gerou descontentamento nas forças, que viam nele um agente de mudança. Antes de sua gestão, o sistema de saúde dos militares estava em uma situação alarmante, faltando até medicamentos básicos.
Divisões e Possíveis Alianças no PL Pernambucano
As tensões no PL de Pernambuco também aumentaram, com a rivalidade entre os grupos Ferreira e o ex-ministro Gilson Machado se intensificando. Diante da situação, parece improvável que Gilson permaneça na legenda, já que ele tem buscado alternativas em outros partidos, como PSDB e Podemos, que veem seu potencial como candidato tanto para o Senado quanto para a Câmara Federal.
Segundo o ex-deputado federal Ricardo Teobaldo, do Podemos, a entrada de Gilson Machado na sigla seria bem-vinda, uma vez que ele poderia se candidatar a deputado federal, o que, segundo analistas, poderia garantir entre 200 e 250 mil votos, representando os eleitores bolsonaristas no Estado. No âmbito nacional, a receptividade do PSDB ao ex-ministro também foi mencionada, com Aécio Neves sinalizando positivamente a sua filiação.
Relações e Expectativas para o Futuro
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, também esteve em destaque recentemente. Ele confirmou sua participação no podcast ‘Direto de Brasília’, onde discutirá diversos assuntos, incluindo a crise nacional e o futuro político no estado gaúcho. O podcast, em parceria com a Folha de Pernambuco, será transmitido para um número considerável de emissoras de rádio no Nordeste.
Notas Finais
Além disso, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) tomou a iniciativa de acionar a Procuradoria-Geral da República, apontando abuso de autoridade por parte do ministro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus. E com a recente saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o país se prepara para uma nova fase com mudanças ministeriais previstas na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

