sexta-feira 6 de fevereiro

Suporte Médico Contínuo em Tempos de Crise

A Prefeitura de Rio Branco, através da Secretaria Municipal de Saúde, está garantindo atendimento constante às famílias afetadas pela cheia do Rio Acre, que se encontram acolhidas no Parque de Exposições. No último domingo (18), equipes de saúde realizaram atendimentos médicos e distribuiram medicamentos no local, assegurando que as necessidades básicas de saúde da população sejam atendidas.

De acordo com o boletim mais recente da Defesa Civil Municipal, publicado no sábado (17), a cheia já impactou 20 bairros da capital, afetando diretamente um total de 521 famílias. A situação se torna ainda mais desafiadora para aqueles que, como Erica Silva, moradora da Cadeia Velha há 14 anos, já enfrentaram seis alagações anteriores. Durante os atendimentos no parque, Erica recebeu avaliação médica e medicamentos para seu tratamento contínuo.

“Estamos recebendo todo o apoio necessário. As equipes têm sido muito prestativas. Ontem, eu estava com dor de cabeça e hoje vim aqui para ser atendida. Faço tratamento no Hosmac, com consultas a cada dois meses, e aproveitei para pegar alguns medicamentos que estava precisando”, compartilhou Erica.

Integração e Acompanhamento Diário

Frente a essa crise, o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, ressaltou a importância do trabalho integrado que está sendo realizado. Ele mencionou que as equipes monitoram diariamente as atualizações sobre o nível do rio e, a partir disso, colocam em prática o Plano de Contingência. “Nossas equipes de saúde, formadas por médicos e profissionais de enfermagem, estão oferecendo atendimento imediato às famílias acolhidas, em colaboração com a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos”, afirmou Biths.

Atualmente, uma equipe multidisciplinar está em ação para realizar atendimentos e dispensar medicamentos conforme a necessidade médica de cada paciente. O diretor de Cuidados com a Saúde da Comunidade, Everton Maia, explicou que os atendimentos iniciais estão sendo feitos por equipes volantes. “Neste primeiro momento, as equipes estarão presentes diariamente para fazer a triagem e o acompanhamento das famílias. Se o número de pessoas acolhidas aumentar, podemos considerar a instalação de uma unidade básica de saúde no local, como já ocorreu em anos anteriores”, detalhou.

Atenção às Vulnerabilidades e à Saúde Coletiva

Ivan Ferreira, diretor de Assistência Social da SASDH, complementou que o trabalho no parque inclui também um acompanhamento preventivo em relação às vulnerabilidades sociais e de saúde, conforme estipulado no Plano de Contingência. “Estamos sempre atentos às condições sociais e de saúde, como no caso de hipertensos e gestantes. Esse cuidado preventivo é essencial para garantir dignidade às famílias que estão acolhidas aqui”, enfatizou Ferreira.

Os primeiros atendimentos realizados têm predominado casos leves, classificados dentro da atenção primária à saúde. A médica da rede municipal, Cinndy Aguiar, relatou que a maioria dos atendimentos até agora é de baixa complexidade, mas ressaltou que, sem um acompanhamento adequado, esses quadros podem evoluir para condições mais graves. “O contato com água contaminada e ambientes alagados aumenta o risco de doenças como pneumonia, viroses, dengue e leptospirose, reforçando a importância de termos as equipes de saúde presentes”, alertou Aguiar.

Jéssica Costa, moradora do bairro 6 de Agosto, que está no parque com a família, expressou gratidão pelo atendimento recebido. “Esse atendimento aqui está sendo muito bom, porque não precisamos sair para outros lugares. O atendimento é rápido e ainda têm os medicamentos para as crianças que estão doentes”, concluiu Jéssica.

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