quarta-feira 17 de junho

Nordeste se destaca entre os destinos mais procurados pelas operadoras de turismo

Bahia, Pernambuco e Alagoas mantiveram a liderança entre os estados mais comercializados pelas operadoras de turismo credenciadas à Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), segundo o Anuário 2026 divulgado em maio. Em 2024 e 2025, a Bahia ocupou o 1º lugar, seguida por Pernambuco em 2º e Alagoas em 3º.

O levantamento aponta que, em 2025, São Paulo superou o Rio de Janeiro, assumindo a 4ª posição, enquanto o Rio de Janeiro caiu para 5º lugar. Estados como Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraná mantiveram suas posições, ocupando do 6º ao 9º lugar, respectivamente. Minas Gerais avançou para a 10ª posição, substituindo o Amazonas.

Crescimento dos municípios e liderança de Maceió entre destinos mais comercializados

Entre os municípios, Maceió, capital de Alagoas, subiu duas posições e assumiu a liderança entre as cidades mais comercializadas pelas operadoras. Em 2024, Maceió estava em 3º lugar, atrás do Rio de Janeiro (RJ) e Porto de Galinhas (PE). Já em 2025, lidera o ranking, seguida por Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O Anuário Braztoa 2026 também evidencia o bom momento do turismo nacional. As operadoras associadas registraram faturamento recorde de R$ 23,9 bilhões, um crescimento de 5% em relação a 2024.

Turismo nacional representa a maior parte das vendas das operadoras

Os destinos brasileiros dominaram as escolhas dos viajantes em 2025, evidenciando a força do turismo doméstico e a diversidade de experiências oferecidas pelo país. O Brasil concentrou 78% do faturamento do setor, equivalente a R$ 18,66 bilhões, e mais de 7,1 milhões de embarques, correspondendo a 73% do volume total. O Nordeste teve destaque especial, com 39% do faturamento e 35% dos embarques domésticos, mantendo-se como principal destino dos turistas nacionais.

Ranking completo dos estados mais comercializados pelas operadoras em 2025

1. Bahia
2. Pernambuco
3. Alagoas
4. São Paulo
5. Rio de Janeiro
6. Rio Grande do Sul
7. Ceará
8. Rio Grande do Norte
9. Paraná
10. Minas Gerais

Ministério de Minas e Energia promove workshop sobre sistemas agrivoltaicos

Além do turismo, o Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Parceria Energética Brasil-Alemanha (GIZ), realizou em 2 de junho o Workshop Estratégico “Explorando o Potencial Agri-PV”, que marcou o lançamento da Versão 2.0 do estudo técnico “Sistemas Agrivoltaicos no Brasil: Estudo de potencial e viabilidade técnico-econômicos”.

O evento teve como objetivo consolidar recomendações, identificar desafios e propor políticas públicas para o avanço da tecnologia agrivoltaica, que integra a geração de energia solar fotovoltaica à produção agrícola na mesma área. Essa solução promove o uso eficiente da terra, o desenvolvimento rural sustentável e diversificação da renda, beneficiando especialmente a agricultura familiar.

Engajamento do governo e setores produtivos reforça futuro do agrivoltaico no Brasil

Karina Araújo, diretora do Departamento de Transição Energética do MME, destacou a importância da articulação entre setores. Segundo ela, o agrivoltaico representa um novo horizonte para o país ao unir produção agrícola, energia limpa e inclusão social. O evento contou com a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Ministério da Fazenda (MF) e do Banco do Nordeste, entre outros.

O workshop abordou aspectos tecnológicos, regulatórios, modelos de negócios e capacitação, consolidando contribuições para as próximas etapas de desenvolvimento do setor no Brasil.

Nova versão do estudo amplia análise e destaca projetos-piloto no Brasil

Publicado originalmente no final de 2025, o estudo atualizado aprofundou o mapeamento dos sistemas agrivoltaicos no Brasil e no cenário internacional. O documento ressalta as condições favoráveis para expansão da tecnologia no país, considerando a alta irradiação solar e a ampla disponibilidade de áreas agrícolas.

Dentre os destaques estão mais de 13 projetos-piloto identificados, como o projeto Ecolume (PE), Aldeia Pankará (PE) e iniciativas em universidades como UFAL e UFSC. Também foi realizada uma análise econômica detalhada da Associação dos Produtores Orgânicos de Iranduba (APOI), no Amazonas, que demonstrou viabilidade técnica e financeira com indicadores positivos, incluindo uma Taxa Interna de Retorno de 24,41% e payback inferior a oito anos.

Financiamento e desafios regulatórios para o agrivoltaico no Brasil

O estudo revisou ainda as linhas de crédito disponíveis, como PRONAF Bioeconomia, FNE SOL, FNO Rural Verde e BNDES Finame Baixo Carbono, que podem impulsionar o setor. A análise SWOT aponta que, apesar do setor solar consolidado, o Brasil enfrenta desafios regulatórios e necessidade de capacitação técnica para ampliar o uso da tecnologia agrivoltaica.

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