A Necessidade de Responsabilidade no Uso do Impeachment
A recente decisão do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), de arquivar o pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD) destacou a importância de um tratamento cuidadoso em relação a esse instrumento político. A medida, que foi respaldada por um parecer da Procuradoria da Casa, ocorreu logo após a Câmara de Olinda rejeitar cinco solicitações similares que visavam a prefeita Mirella Almeida (PSD). Em ambos os casos, as análises jurídicas apontaram a falta de fundamentos sólidos para sustentar as denúncias, que foram acolhidas e levadas para discussão nas Câmaras Municipais, conforme preconiza o regimento interno.
A oposição desempenha um papel vital na democracia, funcionando como um termômetro do desempenho dos gestores públicos. Contudo, o impeachment deve ser considerado uma ferramenta excepcional, e não um recurso comum. Antes de recorrer a esse mecanismo drástico, é essencial que haja questionamentos, pedidos de informação e a promoção de audiências públicas. Além disso, é preciso avaliar o desgaste que esse processo gera, não apenas para os gestores, mas para a própria imagem do Poder Legislativo.
No Brasil, a história recente já nos ensinou sobre as consequências da banalização desse processo. Desde o início da redemocratização em 1985, presidentes como Fernando Collor e Dilma Rousseff, além do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, enfrentaram processos de impeachment que culminaram em seus afastamentos. Com isso, o cientista político Hely Ferreira levanta uma questão importante: “O impeachment não é um processo jurídico, mas político. É necessário agir com responsabilidade para não banalizar esse instrumento, pois isso enfraquece o Legislativo.”
A Resposta da Governadora e o Combate à Desinformação
A governadora Raquel Lyra, por sua vez, adotou um discurso mais assertivo em resposta às críticas da oposição, que questionava a falta de plantonistas e a suposta paralisação da emergência da Restauração. “Nós somos muito mais fortes do que qualquer desinformação”, enfatizou Lyra, reforçando a importância de um discurso claro e forte frente a boatos e fake news.
PT Pernambucano Comemora Aniversário na Bahia
Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco mobilizou suas forças na Bahia para celebrar os 46 anos de fundação do partido. A delegação, composta pelo deputado Carlos Veras e pela vereadora Kari Santos, chegou na quarta-feira para participar de um evento que contou com a presença de figuras proeminentes, como o senador Humberto Costa e a vereadora Liana Cirne. A festividade promete ser um marco para a militância, com a participação de vários líderes do partido.
Transferência de Filição e Baile Municipal
A deputada Dani Portela, que trocou o PSOL pelo PT em março, é uma das novidades que se juntou ao grupo na Bahia e será uma das principais atrações. Ela permanecerá no evento até amanhã, dia em que ocorrerá o ápice das comemorações, com a presença do presidente Lula. Após a festividade, Portela seguirá para o tradicional Baile Municipal no Recife, onde promete exibir uma fantasia especial.
Nova Presidente da Associação dos Magistrados de Pernambuco
Por fim, um marco importante na justiça pernambucana será a posse da juíza Ana Veras como a primeira mulher a comandar a Associação dos Magistrados de Pernambuco (Amepe). A cerimônia está marcada para hoje às 18h, no auditório da Escola Judicial (Esmape), no Recife. Com mais de 20 anos de atuação na magistratura, Ana Veras assume o cargo para o triênio 2026-2028, representando um avanço significativo na igualdade de gênero no âmbito da Justiça.
