terça-feira 3 de fevereiro

Tensão e Rejeição na Câmara Municipal

Em uma sessão marcada por um público vibrante e uma atmosfera tensa, a Câmara Municipal do Recife decidiu, nesta terça-feira (3), não dar prosseguimento ao pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB). A votação, que ocorreu com as galerias lotadas, teve um resultado expressivo: 25 vereadores votaram contra a admissibilidade da proposta, enquanto apenas nove se posicionaram a favor, com uma abstenção registrada.

Essa solicitação de impeachment foi impulsionada pelas recentes controvérsias envolvendo um concurso público que contemplava uma vaga para pessoas com deficiência. O vereador Eduardo Moura, do Novo, foi o responsável por apresentar o pedido e argumentou que João Campos teria cometido crimes de responsabilidade e improbidade, ao nomear um procurador na cota destinada a esse público. Moura, durante a sessão, apresentou um relatório extenso, com 480 páginas, buscando embasar a abertura de um processo de investigação sobre o caso.

Em defesa do prefeito, o líder do governo, Samuel Salazar (MDB), argumentou que a decisão de Campos estava fundamentada em bases legais, qualificando o pedido de impeachment como “completamente vazio”.

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