Entenda como a alimentação pode influenciar na saúde da comunidade negra
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o presunto à sua lista do Grupo 1, que abrange alimentos associados a riscos cancerígenos comprovados. Essa decisão acende um alerta sobre os perigos do consumo de carnes processadas, muito presentes na dieta de uma significativa parcela da população negra.
O Grupo 1 inclui itens como salsichas, linguiças, bacon, salame, mortadela, peito de peru, blanquet de peru e carne seca. Esses produtos passam por processos como salga, cura, fermentação e defumação, criando compostos químicos relacionados ao desenvolvimento de câncer.
A vulnerabilidade da população negra a esses riscos pode ser atribuída a hábitos alimentares que foram moldados ao longo do tempo, onde a presença de carnes processadas se tornou comum. Além disso, a falta de acesso a informações sobre nutrição saudável e restrições econômicas frequentemente levam à escolha de produtos industrializados mais baratos.
Outro aspecto importante a ser considerado são os fatores adicionais que elevam o risco de câncer nessa população. O consumo de bebidas alcoólicas e a exposição a substâncias químicas nocivas, como aflatoxinas, que podem estar presentes em alimentos mal conservados, também desempenham um papel significativo.
Embora a inclusão das carnes processadas no Grupo 1 não sugira que esses alimentos sejam tão prejudiciais quanto o cigarro, é um indicativo de que há fundamentos científicos que correlacionam seu consumo ao câncer. A gravidade do risco se intensifica com a frequência e as quantidades consumidas.
Para mitigar esse risco, é aconselhável limitar a ingestão de carnes processadas e priorizar alimentos frescos e naturais em suas dietas. Promover ações de educação em saúde e proporcionar acesso a informações sobre nutrição saudável são passos cruciais, especialmente em comunidades que enfrentam mais desafios.
Aumentar a consciência acerca dos perigos do consumo de carnes processadas é uma medida vital para diminuir a taxa de incidência de câncer entre a população negra, favorecendo um estilo de vida mais saudável e sustentável.

