Iniciativa Promove Diálogo e Inclusão Cultural
O Ministério da Cultura anunciou a criação do Comitê Técnico de Cultura LGBTQIA+, um passo importante que reconhece a relevância da produção cultural LGBTQIA+ na formação da identidade cultural brasileira. Este comitê servirá como um espaço permanente de diálogo, acompanhamento e proposição de estratégias que visam valorizar as expressões artísticas desse segmento, preservar a memória cultural, além de fortalecer iniciativas no combate à homofobia, lesbofobia e transfobia.
Uma das principais metas do novo comitê é aumentar a produção de dados e pesquisas relacionadas à cultura LGBTQIA+, levando em conta aspectos como raça, território, geração, a inclusão de pessoas com deficiência e as particularidades de povos e comunidades tradicionais. Essa abordagem multidimensional é fundamental para que as políticas culturais sejam mais representativas e eficazes.
Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, declarou que a formação do Comitê representa um avanço significativo na política cultural do Brasil. “A criação deste comitê reconhece a centralidade da cultura LGBTQIA+ na diversidade cultural brasileira. Trata-se de uma produção cultural que não apenas promove a emancipação, mas que também afirma identidades, gera trabalho e renda, além de fortalecer o sentimento de pertencimento entre as pessoas”, enfatizou Rollemberg.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Cultura, o novo comitê reforça o papel da cultura como uma política pública essencial, conectando ações culturais a áreas como direitos humanos, saúde, educação e cidadania. O ministério destaca que a iniciativa é vital para ampliar os direitos culturais e enfrentar as diversas formas de violência, ao mesmo tempo em que promove a dignidade das pessoas LGBTQIA+.
O Comitê será coordenado pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural e contará com representantes do próprio Ministério da Cultura, de suas entidades vinculadas, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, além de seis representantes da sociedade civil. Essa composição visa garantir uma diversidade de vozes e experiências na formulação de políticas culturais.
Com a criação desse novo colegiado, o Ministério da Cultura não apenas amplia os canais institucionais de diálogo, mas também fortalece a democracia cultural no Brasil. A iniciativa consolida a cultura como um direito fundamental, que deve ser acessível a todas as pessoas, independentemente de sua origem ou localização geográfica. O MinC espera que essa ação inspire outras iniciativas semelhantes e contribua para um cenário cultural mais inclusivo e respeitoso para todos.

