Desempenho do Comércio Varejista em Pernambuco
O comércio varejista em Pernambuco apresenta um crescimento de 1,1% em fevereiro, superando a média nacional de 0,6%, conforme dados revelados na última quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado positivo é um reflexo do aquecimento do setor, impulsionado pelo aumento na geração de empregos no estado.
No acumulado do ano, a pesquisa indica uma expansão de 12,2%, em contraste com os 2,4% registrados no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, a alta atinge 3,6%, levando Pernambuco a ocupar a 8ª posição nacional, superando mercados tradicionais como os de São Paulo e Rio de Janeiro. Esse desempenho é um sinal claro de recuperação em relação ao que foi observado nos últimos meses de 2025.
Fatores que Impulsionam o Crescimento
O crescimento do comércio varejista no estado é atribuído, em grande parte, ao aumento dos índices de emprego. Rafael Lima, economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-PE), comenta que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro e fevereiro de 2026 mostram que o emprego formal em Pernambuco voltou a crescer, mesmo em um período geralmente marcado pelo desemprego, devido ao término de contratos temporários. Este movimento positivo tende a refletir-se em um aumento no volume de vendas no varejo.
Receita e Setores em Destaque
Além do crescimento no volume de vendas, a receita nominal do comércio também apresentou resultados animadores. No acumulado do ano, a receita cresceu 14,7%, em comparação aos 7,4% do ano passado, gerando uma diferença de 7,3 pontos percentuais. Entre as atividades que mais contribuíram para esse aumento, destacam-se as vendas de combustíveis e lubrificantes, além de hipermercados e supermercados, que registraram aumentos significativos nas receitas, com variações de 12,7% e 10,6%, respectivamente.
Entretanto, nem todos os setores tiveram desempenho positivo. Materiais de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo enfrentaram recuos, com queda de 0,9% e 2,2%, respectivamente. Essa variação demonstra a complexidade do cenário econômico, onde o crescimento em algumas áreas não é suficiente para contrabalançar as perdas em outras.
Conclusão
O crescimento do comércio varejista em Pernambuco, acima da média nacional, sinaliza um momento de recuperação econômica no estado, impulsionado pela geração de empregos e um aumento na receita do setor. Com a expectativa de que essa tendência se mantenha, o estado pode reforçar sua posição no cenário nacional, não apenas em relação ao comércio, mas também em outros setores da economia.
