terça-feira 13 de janeiro

Pernambuco: Empreendedorismo em Alta

O Brasil alcançou um marco significativo em 2025 com a abertura recorde de micro e pequenas empresas (MPEs), onde o destaque ficou para o crescimento dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Entre os meses de janeiro e setembro, o país registrou a criação de 3,87 milhões de novos negócios, o que representa um aumento de 18,7% em comparação ao ano anterior. Dentro desse cenário, Pernambuco sobressaiu com um notável crescimento de 23,5%, posicionando-se como o oitavo estado com maior aumento no Brasil, com a formalização de 99 mil novas empresas, conforme dados do Sebrae.

Robinson Kokeny, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste, enfatiza a importância das MPEs na economia local: “As micro e pequenas empresas representam cerca de 99% do total de empresas na região Nordeste. Por isso, são motores essenciais para o desenvolvimento econômico local e regional, impactando diretamente a vida das pessoas”.

Crescimento Ligado ao Acesso ao Crédito

O fortalecimento das MPEs na região está intrinsecamente ligado ao aumento do volume de crédito disponível para esse setor. Segundo dados da Central Sicredi Nordeste, apenas em outubro deste ano, a cooperativa disponibilizou mais de R$1,2 milhão em operações de crédito voltadas para MPEs em Pernambuco.

“Estamos cada vez mais próximos de entidades como o Sebrae e associações comerciais, com o objetivo de fomentar e apoiar os pequenos empreendedores. Isso inclui nossa adesão ao Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), um fundo garantidor que visa amparar as cooperativas no apoio ao crédito para pequenas empresas,” explica Robinson.

Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável

Além deste apoio, a instituição tem buscado intensificar parcerias na distribuição de recursos provenientes das linhas do BNDES, que são direcionadas ao financiamento de equipamentos, máquinas e projetos para as micro e pequenas empresas. “Nosso propósito é reforçar o principal objetivo das cooperativas de crédito no Nordeste: promover prosperidade por meio do desenvolvimento econômico e social”, ressalta o gerente.

A projeção para 2026 indica a continuidade do crescimento dos pequenos negócios, embora uma abordagem cautelosa seja necessária. As MPEs, frequentemente operando com margens limitadas e uma grande dependência de capital de giro, aguardam a redução gradual da taxa Selic como uma esperança para melhorar suas operações e expansões.

Expectativas Futuras e Impacto na Economia

Atualmente fixada em 15%, a expectativa entre especialistas é que o ciclo de queda da taxa básica de juros comece no início do próximo ano, o que poderá baratear o crédito e beneficiar as MPEs. “O crescimento saudável dos pequenos negócios é crucial para a economia do Brasil — especialmente para o Nordeste”, conclui Robinson. “Além da geração de empregos e do incentivo à atividade econômica, as micro e pequenas empresas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento humano e social na região”, finaliza.

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