Desabamento no Recife: Impactos do Temporal
Na manhã da última terça-feira (7), Recife enfrentou um forte temporal que resultou na morte de duas pessoas devido ao desabamento de um casarão na Comunidade do Pilar. As equipes da Defesa Civil estão em alerta desde a noite de segunda-feira (6), quando a intensidade da chuva aumentou, provocando sérios danos na região. Além das duas vítimas fatais, um casal foi soterrado e duas outras pessoas ficaram feridas na tragédia.
O tenente do Corpo de Bombeiros, Sérgio Cândido, comentou sobre a estrutura do local, que, embora não seja uma vila de casas formal, abriga moradores que ocupam irregularmente a área há mais de duas décadas. “Pela estrutura, não é uma vila de casas, mas é um local onde pessoas vão se acomodando, vão fazendo uma puxada”, explicou Cândido.
A chuva intensa transformou o cenário do Recife, com imagens captadas pelo Globocop mostrando alagamentos na Zona Sul, onde as ruas ficaram completamente submersas. Na Zona Norte, os bombeiros realizaram o resgate de 15 moradores que estavam em áreas de risco, próximas ao Rio Beberibe. Como consequência, várias escolas e universidades da Região Metropolitana decidiram cancelar as aulas da manhã.
Olinda: O Município Mais Afetado
Olinda, cidade vizinha a Recife, foi um dos municípios mais atingidos pelo temporal, registrando um acumulado de 130 mm em apenas 24 horas. Esse volume é equivalente a 40% do total de chuva esperado para todo o mês de abril. A situação se agravou a ponto de a água invadir a residência de um casal de idosos, que ficou ilhado. Flávio Pereira, filho do casal, lamentou a perda de bens materiais e a rapidez com que a inundação ocorreu. “Inundou em uma rapidez incrível. Não deu para salvar nada. Graças aos vizinhos, conseguiram tirar eles dois”, contou Flávio, desolado.
Em Paulista, outro incidente foi registrado quando uma árvore caiu sobre parte de uma casa, mas, felizmente, ninguém ficou ferido. O professor Gilberto Freira relatou o ocorrido e, apesar do susto, expressou otimismo com a situação: “Mesmo atingindo uma parte do imóvel, são apenas prejuízos materiais, que nós, de cabeças erguidas e pés no chão, construiremos mais para frente”.
