domingo 7 de junho

Desvio de recursos da previdência gera denúncia na Câmara de Recife

O vereador Thiago Medina (PL) denunciou um desvio aproximado de R$ 25 milhões da previdência dos servidores públicos municipais para financiar festas organizadas pela Prefeitura do Recife. A denúncia ganhou força após a divulgação de alterações no orçamento municipal no Diário Oficial do Município, que evidenciam a redução das verbas destinadas à previdência e o redirecionamento desses valores para eventos festivos promovidos pela gestão municipal.

Críticas à gestão interina e consequências para áreas essenciais

Medina direcionou críticas ao prefeito interino Victor Marques (PCdoB), aliado político do prefeito João Campos (PSB), por autorizar o remanejamento em um momento crítico para o sistema previdenciário e a saúde pública. O vereador apontou que “o prefeito interino Victor Marques está retirando recursos da previdência dos servidores para bancar festas” e ressaltou que os recursos desviados não foram investidos em setores prioritários como saúde, educação ou infraestrutura. Segundo ele, a decisão compromete serviços essenciais para a população.

Contexto político e reação da Câmara Municipal

A denúncia ocorre semanas após a aprovação de um requerimento de autoria do próprio Thiago Medina, que propunha destinar metade dos recursos dos festejos juninos para apoiar famílias afetadas por enchentes e para obras preventivas. Apesar da proposta, o vereador afirma que a prefeitura manteve os gastos com as festas mesmo diante da crise social provocada pelas enchentes. “Enquanto milhares de famílias sofreram com alagamentos e perdas materiais, a prefeitura prefere ampliar despesas com eventos”, afirmou. Medina enfatizou a necessidade de uma gestão responsável dos recursos públicos, especialmente em situações de vulnerabilidade social.

Ações judiciais e ausência de resposta oficial

Em resposta à denúncia, Thiago Medina anunciou a intenção de ingressar com uma ação popular para impedir o remanejamento das verbas previdenciárias, argumentando que esses recursos não podem ser utilizados para fins políticos ou eleitorais. Até o momento, a Prefeitura do Recife não apresentou posicionamento oficial sobre as acusações feitas pelo vereador.

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