Destaques do Discurso de Donald Trump
No início da madrugada deste sábado (28), uma operação militar coordenada entre os Estados Unidos e Israel atingiu o Irã, levando a explosões em Teerã e em várias outras cidades. A resposta iraniana foi rápida, com mísseis sendo disparados contra Israel e bases americanas no Oriente Médio.
Em seu discurso, Donald Trump abordou os principais objetivos da ofensiva. Ele reafirmou a meta de destruir o arsenal nuclear iraniano e convocou a população local a se mobilizar para assumir o controle de seu governo. A ação militar, segundo Trump, é uma resposta às ameaças que o regime iraniano representa para a segurança dos Estados Unidos e seus aliados.
O presidente destacou que a operação visa proteger os cidadãos americanos e garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares. Trump menciona que, após diversas tentativas frustradas de diálogo sobre o programa nuclear do Irã, a ação bélica se tornou uma necessidade imperativa.
Um Contexto de Conflitos e Terrorismo
Trump justificou a intervenção ao citar quase cinquenta anos de hostilidades entre os EUA e o Irã. O discurso fez referência ao apoio iraniano a atividades terroristas, incluindo a famosa crise de reféns na Embaixada dos EUA em Teerã e ataques recentes que ameaçam a segurança global. O presidente caracterizou o Irã como o principal patrocinador do terrorismo, destacando seu envolvimento em conflitos que vão do Líbano ao Iémen.
O comandante-chefe também lembrou de ataques históricos relacionados ao Irã, como o atentado aos quartéis em Beirute em 1983 e ao navio USS Cole em 2000. Ele afirmou que as forças americanas e aliados têm sido alvo de ataques constantes, o que justifica a nova intervenção militar.
Operação Martelo da Meia-Noite e a Nova Ofensiva
Trump trouxe à tona a chamada Operação Martelo da Meia-Noite, ocorrida no último mês de junho, onde os EUA teriam neutralizado parte do programa nuclear iraniano. No entanto, segundo ele, o Irã se recusa a desistir de suas ambições nucleares e estaria tentando reverter os avanços feitos pelos EUA.
Com a retomada do desenvolvimento de mísseis de longo alcance, Trump expressou preocupações sobre potenciais ataques à Europa e aos próprios Estados Unidos, levando à decisão de lançar a atual ofensiva. O objetivo é evitar que o Irã utilize explosivos improvisados contra as forças americanas, assegurando a estabilidade regional.
Ameaças à Guarda Revolucionária e Apelo aos Civis
Em um tom firme, Trump enviou um ultimato aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica e as forças de segurança do Irã, exigindo que depositem as armas em troca de imunidade. Ele advertiu que qualquer resistência resultaria em consequências graves.
No entanto, Trump também se dirigiu à população civil, alertando sobre os perigos dos bombardeios e recomendando que se mantivessem em abrigos. O presidente instou os iranianos a aproveitarem a oportunidade de tomar as rédeas do governo local após a conclusão da ofensiva, apresentando essa como uma chance histórica para buscar liberdade e um futuro melhor.
Por fim, Trump reafirmou a força das Forças Armadas dos Estados Unidos, reconhecendo o risco de perdas entre os soldados, mas justificando a ação militar como uma missão necessária para proteger as gerações futuras de uma ameaça nuclear. A confiança na superioridade militar americana foi um ponto central em sua mensagem.

