Uma Reflexão Sobre o Carnaval Durante a Pandemia
O documentário “O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua”, assinado pela diretora pernambucana Mariana Soares e pelo paulista Bruno Mazzoco, estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, dia 23. Em Recife, uma sessão especial acontecerá no Cinema São Luiz no sábado, 25, às 19h, destinada a convidados, com limitação de lotação.
Filmado entre 2021 e 2023, o longa-metragem retrata os efeitos da pandemia de Covid-19 nos tradicionais carnavais de Recife e Olinda, que enfrentaram dois anos sem a agitação das ruas e o vibrante frevo. Para Mariana, a exibição no São Luiz representa a culminação de um longo percurso, repleto de desafios impostos pela pandemia. “Jamais imaginei que algo assim pudesse ocorrer”, compartilha a diretora em entrevista ao Diario de Pernambuco.
Ela destaca que a realização desta obra era um desejo antigo: “Queria fazer um filme que falasse sobre a paixão das pessoas pelo carnaval”. Após a exibição, os criadores do documentário se unirão ao público para um bate-papo, mediado pelo cineasta e curador Pedro Severien.
O longa não apenas documenta o adiamento do carnaval, mas também capta a emoção da sua retomada, estreando em um momento em que a festa volta a ocupar as ruas. Mariana reflete: “É fácil esquecer o que ficou para trás, mas tudo isso tem suas consequências”.
O documentário já fez parte de festivais renomados, como o 29º Cine PE – Festival do Audiovisual, onde recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora, composta por Diogo Felipe, além de ter sido exibido no In-Edit Brasil.
A expectativa agora é que “O Ano em Que o Frevo Não Foi pra Rua” permaneça nas salas de cinema por um bom tempo. Mariana acredita que este é um momento maravilhoso para o cinema pernambucano, ressaltando que as pessoas buscam fortalecer suas identidades. “Recentemente, no Rio, vi pessoas usando camisetas de Pernambuco e da Pitombeira!”, recorda.
A força do filme, segundo Mariana, reside nesse apego emocional. “Não temos a intenção de explicar o que é o frevo ou o amor por ele, mas sim de afirmar que isso faz parte da nossa identidade cultural”.
