Inovações e Desafios em Visions of Four Heroes
Desde que comecei a acompanhar a franquia, minha paixão por musous é notória. Embora tenha algumas reservas sobre o futuro da série, não posso deixar de reconhecer que “Dynasty Warriors: Origins” trouxe um frescor bem-vindo, além de refinamentos relevantes que a tornam um excelente ponto de partida para novos jogadores. Entretanto, o que me chamou atenção foi a facilidade em algumas batalhas, que parecia um ponto fraco que “Visions of Four Heroes” (disponível para Steam, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch 2) se propõe a corrigir, mesmo que isso venha acompanhado de novos desafios.
Um dos principais atrativos dessa nova expansão é sua narrativa envolvente, que sai do tradicional percurso heroico e se aventura por quatro cenários alternativos do tipo “E se?”. Esses enredos permitem que os jogadores formem alianças com antagonistas clássicos, como Zhang Jiao, Dong Zhuo, Yuan Shao, e o temido Lu Bu. Para aqueles que, como eu, não esperavam muito das realidades alternativas, “Visions of Four Heroes” surpreende com uma narrativa bem construída que acrescenta uma carga emocional significativa aos vilões.
Quem já teve a oportunidade de ler o “Romance dos Três Reinos” ou conhece a história da China provavelmente vai apreciar ainda mais os dilemas morais enfrentados por esses personagens, revelando o porquê deles serem considerados “vilões”. O curioso é que, mesmo ciente desse contexto, acabei torcendo por eles em vários momentos, algo que me fez refletir sobre a complexidade das escolhas feitas ao longo do jogo.
A Jogabilidade e Seus Desafios
No que diz respeito à jogabilidade, “Visions of Four Heroes” se mostra tão recompensadora quanto “Dynasty Warriors: Origins”, adicionando um elemento estratégico. Após a missão inicial de cada campanha, o jogador se depara com batalhas em turnos, onde é possível movimentar tropas para enfraquecer o inimigo. Cada campanha é composta por diversas etapas estratégicas, culminando em desafios decisivos onde a dificuldade é proporcional à eficácia em lidar com as forças adversárias.
Embora eu tenha adorado essa ideia, é claro que a Omega Force ainda está se adaptando a essa mecânica mais complexa. Muitas vezes, as batalhas já estavam decididas antes mesmo de começaram no mapa. A inteligência artificial, por exemplo, tende a atacar os exércitos mais poderosos, ignorando os mais fracos. Isso não significa que as batalhas são fáceis, mas sim que a experiência pode se tornar repetitiva.
Um dos pontos cruciais a se notar é a diferença de dificuldade entre “Dynasty Warriors: Origins” e “Visions of Four Heroes”. Prepare-se para enfrentar inimigos que oferecem buffs para suas tropas, fazendo com que a estratégia se torne ainda mais importante. Eu perdi a conta de quantas vezes precisei reiniciar uma batalha ao lado de Zhang Jiao, devido à brutalidade da coalizão inimiga. A sensação de desespero que senti durante essas batalhas hídridas me fez lembrar de experiências passadas e trouxe uma nova dimensão ao jogo.
Recursos e Novidades da Expansão
Se você está considerando enfrentar os desafios desse novo modo, uma boa dica é experimentar o novo “Training Ground”, que inicialmente pareceu apenas uma área de familiarização. Rapidamente, percebi que se tornou um aliado valioso para testar estratégias e habilidades. Os desafios apresentados nesse modo são desafiadores e exigem um ajuste fino nas habilidades e armas disponíveis.
Falando em armas, “Visions of Four Heroes” introduz novas opções, como o arco e o dardo com corda, adquiridos durante batalhas ou nas lojas do jogo. Pessoalmente, prefiro o arco pela mobilidade que oferece, permitindo ataques à distância que aliviam a pressão dos oponentes. Além disso, a expansão traz melhorias nas armas existentes, com animações mais fluídas e habilidades que interrompem menos o fluxo de combate.
Considerações Finais sobre a Expansão
Uma observação interessante é como a melhor experiência com “Visions of Four Heroes” ocorre quando jogada em paralelo ao jogo base, liberando novos capítulos à medida que avança. A Omega Force tentou amenizar a dificuldade inflacionada através de uma árvore de habilidades exclusiva, mas as melhorias em dano e defesa ficam restritas às histórias da expansão. Isso pode ser frustrante para quem já completou o jogo base, já que a sensação de uma nova jornada com armas novas não é totalmente satisfatória.
Apesar de suas limitações, “Visions of Four Heroes” é uma adição sólida ao universo de “Dynasty Warriors: Origins”. Estou ansioso para ver como a Omega Force irá expandir os conceitos testados nessa expansão em futuras sequências, talvez com um modo “New Game+” mais robusto. Se você tem um Switch 2 e decide se aventurar nesse mundo, desejo boa sorte e espero que você se torne um fã da série como eu sou.
