sábado 20 de junho

Nova rede de inovação transforma a Zona Oeste do Recife

O cenário de ciência, tecnologia e inovação em Pernambuco recebe um reforço significativo com o lançamento do ecossistema de inovação e Ciência Aplicada da Zona Oeste do Recife. Essa rede colaborativa reúne instituições locais dedicadas à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, articulando esforços para integrar o conhecimento científico ao setor produtivo e ao mercado. A iniciativa, estruturada conforme a metodologia de Ecossistemas Locais de Inovação (ELI) desenvolvida pelo Sebrae, busca ampliar a competitividade das empresas e fomentar o crescimento econômico estadual. A apresentação oficial do ecossistema está marcada para esta segunda-feira (15), às 16h, na sede da instituição no Recife.

Funcionamento e governança do novo ecossistema

Durante o evento de lançamento, serão detalhadas as diretrizes da rede, os membros da governança colaborativa e os dados consolidados do território, com destaque para as competências, especialidades e ações de impacto das instituições envolvidas. Também serão apresentadas as capacidades de atendimento, as áreas de atuação junto a empresas e organizações, além das oportunidades para pesquisa aplicada e inovação. A solenidade é aberta a entidades interessadas em conhecer ou integrar esse movimento inovador.

Articulação estratégica para fortalecer o conhecimento local

O ecossistema surge da união de esforços entre instituições que formaram um grupo estratégico, reunindo competências complementares em um dos territórios com maior concentração de conhecimento científico, infraestrutura tecnológica e formação de talentos no Nordeste. Esse ambiente é propício para o desenvolvimento de deeptechs — startups que nascem a partir de pesquisas científicas e tecnologias avançadas, com potencial para internacionalização e soluções complexas. Exemplos pernambucanos incluem as startups Pluvi e AquaStone.

O grupo fundador é composto por instituições de peso como o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Instituto Internacional Despertando Vocações (IIDV), Parqtel, Universidade de Pernambuco (UPE) e as universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), além do Hospital das Clínicas (EBSERH) e Parque.TeC UFPE. Essas organizações reúnem uma parcela importante da capacidade científica e tecnológica do estado, com infraestrutura, pesquisadores e projetos voltados ao desenvolvimento regional.

Metodologia ELI e impacto no desenvolvimento local

A base para a estruturação deste ecossistema é a metodologia ELI – Ecossistemas Locais de Inovação, criada pelo Sebrae para fortalecer ambientes de inovação em municípios e territórios. Essa abordagem estimula o desenvolvimento de pequenos negócios inovadores e promove o progresso econômico local, por meio da governança colaborativa, ações coordenadas de longo prazo e monitoramento contínuo da evolução do ecossistema.

Segundo Murilo Guerra, superintendente do Sebrae/PE, “Pernambuco já é reconhecido nacionalmente pela força do seu ecossistema de inovação, pela qualidade de sua base científica e tecnológica e pela capacidade de formar talentos e gerar conhecimento. Este novo ecossistema conecta essas competências de forma estratégica, transferindo conhecimento, ampliando oportunidades de colaboração e gerando soluções para instituições, empresas e sociedade”.

O papel do Sebrae/PE na consolidação da iniciativa

O Sebrae/PE atua como fomentador desse ecossistema, promovendo a integração dos atores envolvidos e fortalecendo as conexões entre conhecimento e oportunidades de negócios. “Nosso papel é apoiar a inovação empresarial, transformar saberes e ativos científicos em competitividade, desenvolvimento econômico e geração de valor para a sociedade. O objetivo maior é ampliar a capacidade de Pernambuco para criar soluções com impacto local e relevância global”, complementa Murilo Guerra.

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