Novas Oportunidades para a Cultura Potiguar
No Rio Grande do Norte, a primeira série de editais do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura foi lançada, abrindo um leque de oportunidades para artistas e iniciativas culturais. As inscrições para o Bloco I – Premiação permanecem abertas até 27 de janeiro, oferecendo um total de 381 vagas e um investimento de mais de R$ 6 milhões. Esse valor visa reconhecer trajetórias artísticas e ações significativas no estado, promovendo assim o desenvolvimento cultural em diferentes comunidades.
A coordenadora substituta do Escritório Estadual do Ministério da Cultura (MinC) no Rio Grande do Norte, Lívia Cirne, enfatizou a importância da Política Nacional Aldir Blanc. “Essa iniciativa desempenha um papel central na desterritorialização do acesso às políticas culturais, quebrando a histórica concentração de recursos em determinados centros urbanos”, afirmou. Segundo ela, a Aldir Blanc tem permitido que a cultura potiguar se expanda para municípios e regiões que, por muito tempo, ficaram à margem dos investimentos públicos.
Cirne ainda destacou que a política é crucial para o resgate e a preservação da memória cultural do Rio Grande do Norte. “A descentralização de recursos fortalece territórios e amplia o acesso às políticas culturais em todo o Brasil. Com o início do segundo ciclo, a expectativa é de que esse processo se mantenha, e a participação de trabalhadoras e trabalhadores da cultura é fundamental para o fortalecimento da cultura do estado”, acrescentou.
Editais e Categorias
O Bloco I é voltado para a valorização de trajetórias e ações culturais já realizadas no Rio Grande do Norte. As categorias incluem:
- Trajetórias Artísticas e Culturais: Reconhecimento da contribuição à memória e identidade potiguar.
- Culturas Tradicionais e Populares: Focado em artesanato, capoeira, e festividades populares como as festas juninas e o carnaval.
- Circus Itinerantes Tradicionais: Premiação voltada para circo itinerante tradicional.
- Cultura Urbana e Periférica: Valorização de ações desenvolvidas em contextos urbanos e periféricos.
- Cultura Cigana: Premiação de iniciativas que destacam os saberes e práticas culturais ciganas.
- Cultura de Povos de Terreiro de Matriz Afro-ameríndia: Valorização das práticas culturais dos Povos de Terreiro.
- Cultura Indígena: Incentivo a ações que respeitem e promovam a cultura dos povos indígenas do estado.
- Cultura Quilombola: Premiação de iniciativas que representam a cultura dos povos quilombolas locais.
Como se Inscrever
Os interessados podem se inscrever por meio da plataforma Mais Cultura RN, acessando o site: maiscultura.rn.gov.br, e navegando até a seção “Editais”. Para mais informações sobre os Editais do Bloco I, a comunidade pode entrar em contato pelo e-mail pnabrnpremiacao@secult.rn.gov.br ou pelo WhatsApp: 84 98614-4427, com atendimento em dias úteis, das 09h às 17h.
A Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte (Secult – RN) também oferece atendimento presencial no Complexo Cultural Rampa, disponível em dias úteis, das 9h às 17h, com agendamento prévio por WhatsApp.
Consulta Pública e Investimento
Para a elaboração dos editais do Ciclo 2, a Secult-RN promoveu uma escuta pública em 2025, que reuniu 640 agentes culturais em 20 reuniões online. A participação da sociedade foi enriquecida com a apresentação de propostas através de um formulário online. O aporte inicial destinado a esse novo ciclo da Aldir Blanc no estado foi de R$ 25,1 milhões, valor que abrange os editais, atividades estruturantes e ações de formação e requalificação de equipamentos culturais.
Retrospectiva do Ciclo 1
No primeiro ciclo, em 2023, o Rio Grande do Norte recebeu um repasse de R$ 23,6 milhões, com mais de 5 mil inscrições e a contemplação de 1.130 agentes culturais. “A adesão de 100% dos municípios ao Ciclo 1 demonstra a força dessa política e sua capacidade de impactar todas as regiões do estado”, conclui Lívia Cirne. Ela ressalta que essa abrangência resulta no fortalecimento da cultura local, na circulação dos saberes e no reconhecimento de artistas que, muitas vezes, não têm espaço para se apresentar ou para viver de sua arte, especialmente nas áreas interioranas.
