terça-feira 13 de janeiro

Educação em Tempo Integral em Sergipe

Nos últimos três anos, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), tem promovido um avançado esforço para expandir a oferta de escolas em tempo integral, abrangendo todas as nove Diretorias Regionais de Educação, incluindo Aracaju. No Baixo São Francisco, das 34 unidades estaduais localizadas nos 14 municípios da Diretoria Regional de Educação 6, com sede em Propriá, impressionantes 21 escolas já oferecem a modalidade de tempo integral, que abrange tanto o Ensino Fundamental quanto o Ensino Médio.

A implementação do ensino em tempo integral proporciona aos alunos a chance de participar de diversas atividades em laboratórios de ciências, tecnologia e informática, além de espaços dedicados à criatividade, como as salas Maker. Com esta abordagem, os estudantes se envolvem mais ativamente no processo educativo, uma vez que têm acesso a projetos que vão além do currículo acadêmico tradicional, contemplando áreas como esportes, artes e meio ambiente. As aulas têm uma carga mínima de sete horas diárias, permitindo que os alunos integrem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com uma variedade de oficinas e disciplinas.

Visão do Governador e Metas Futuras

O governador Fábio Mitidieri enfatiza a importância dessa expansão, especialmente em relação ao futuro da educação até 2026. Ele destaca que, em Propriá, a entrega do Centro de Excelência Cesário Siqueira e a revitalização de mais uma escola, prevista para maio, são passos significativos para garantir um padrão elevado de qualidade em todas as unidades. “Estamos transformando vidas por meio da educação. Nossa meta é chegar a 146 escolas em tempo integral e climatizar todas as 319 escolas até o final do ano”, declarou Mitidieri.

A Política Sergipana de Educação Integral em Tempo Integral está em linha com o Plano Estadual de Educação (PEE), pautada pela Lei nº 9.800/2025. No contexto nacional, também se alinha ao Plano Nacional de Educação (PNE), que visa que 50% das escolas públicas do Brasil adotem esta modalidade de ensino. O Baixo São Francisco já ultrapassa esta meta, com mais de 60% das escolas oferecendo educação em tempo integral.

Avaliação dos Educadores e Alunos

Max Cardoso Silva, diretor da Regional de Educação do Baixo São Francisco (DRE 6), ressalta que a ampliação de escolas em tempo integral de 2009 a 2026 saltou de quatro para 21 instituições. “Essa mudança traz maior qualidade ao ensino, aumentando o tempo que as crianças passam na escola e promovendo uma aprendizagem mais eficaz. Está comprovado que escolas de tempo integral melhoram indicadores pedagógicos, e estamos comprometidos em garantir uma educação de qualidade”, afirmou Silva.

No recém-reformado Centro de Excelência Cesário Siqueira, o aluno Antony dos Santos Antunes, que está no 9° ano do Ensino Fundamental, terá a oportunidade de estudar em uma escola de tempo integral pela primeira vez. “Estou bastante animado. Antes, não havia quadra nem um bom laboratório, e agora temos tudo isso. O melhor é que a sala agora conta com ar-condicionado”, compartilhou.

Cassandra Regina, ex-aluna do Cesário Siqueira, expressou sua satisfação com a evolução da educação na região, destacando que seus filhos não tiveram a oportunidade de estudar em escolas de tempo integral, pois esse modelo ainda não existia na época. Com a expansão, ela vê uma perspectiva promissora para o aprendizado, beneficiando alunos e educadores. “Agora, os pais podem confiar mais na escola, que passa a ter um papel maior na educação dos filhos ao longo do dia”, analisou.

Benefícios da Educação Integral

A diretora do Centro de Excelência Dom Antônio Cabral, Thais Lima, destacou que a unidade atende 278 alunos em turmas tanto do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio. “O ensino em tempo integral é uma grande conquista, não apenas para a educação, mas para os alunos, que passam mais tempo na escola, evitando a ociosidade e proporcionando à equipe pedagógica uma melhor visão de progresso e práticas educativas”, afirmou.

As alunas do Fundamental, Ellen Roberta Santos Marinho e Jhenyfer da Silva Melo, expressaram entusiasmo em relação aos novos recursos da escola, como os laboratórios e a biblioteca. “Espero que este ano seja bem diferente e melhor. Quero participar mais das atividades no laboratório de informática”, disse Jhenyfer, revelando suas expectativas para a nova fase de aprendizado.

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