Diálogo Industrial em Petrolina
Na última terça-feira (7), importantes figuras do setor produtivo, incluindo empresários, advogados e supervisores, se reuniram na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), em Petrolina, para participar de um ‘Diálogo Industrial’. O evento teve como foco discutir as implicações da nova legislação trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado. Dentre os tópicos abordados, estavam as novas modalidades de contratação e as dúvidas persistentes entre patrões e empregados sobre a Lei 13.467.
A consultora jurídica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Maria Inez Diniz, foi uma das principais palestrantes do encontro. Durante a discussão, que contou com a participação ativa dos presentes, a advogada enfatizou que o pleno emprego está intrinsecamente ligado à saúde da economia e à sustentabilidade das empresas. “Eu não vinculo apenas a reforma trabalhista à geração de empregos. O status de pleno emprego existe quando as políticas públicas realmente viabilizam empreendimentos”, afirmou Maria Inez.
Expectativas e Dúvidas sobre a Nova Legislação
Maria Inez Diniz tem percorrido diversas regiões do Brasil para esclarecer dúvidas e orientar o empresariado sobre as mudanças trazidas pela nova legislação. Antes de chegar a Petrolina, ela esteve em Joinville, Santa Catarina, e Porto Velho, Rondônia. Segundo a especialista, as indagações feitas por empresários em diferentes estados têm se mostrado bastante semelhantes. “Os empresários estão interessados em saber qual a conduta que devem assumir, quais seus direitos e os procedimentos que devem adotar para se adequarem à reforma trabalhista”, explicou.
Entre os questionamentos frequentes, destacam-se dúvidas sobre negociações coletivas e individuais, novos tipos de contrato e a redução da burocracia. “Eles sempre questionam sobre as jornadas de trabalho e os intervalos”, acrescentou.
Interação com os Participantes
A supervisora administrativa da indústria de suco de uva Paluma, Maria Silva, foi uma das participantes mais engajadas do evento. Com 14 anos de experiência na CLT, Maria expressou suas incertezas acerca da nova legislação, em especial no que diz respeito às autuações. “A nova lei ainda me causa muitas dúvidas”, disse.
O gerente regional da FIEPE, Flávio Guimarães, ressaltou a importância de revisitar o tema em futuros encontros. “Nós tivemos 40 profissionais e 21 indústrias presentes, e todos tiveram perguntas para a professora Maria Inez. Isso demonstra que a FIEPE deve promover mais diálogos sobre o desenvolvimento da nova lei trabalhista em Petrolina”, concluiu Guimarães.
