sexta-feira 6 de fevereiro

Raul Jungmann: um legado na Política e na Mineração

No último domingo, dia 18, o Brasil perdeu Raul Jungmann, ex-ministro de Estado e atual presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que faleceu em decorrência de um câncer. Nascido em Recife em 1952, Jungmann se destacou ao longo de sua carreira por sua forte atuação em áreas como reforma agrária e segurança pública. Sua trajetória política começou como secretário de Planejamento do Governo de Pernambuco, cargo que ocupou entre 1990 e 1991. Ao longo dos anos, ele presidiu importantes instituições, incluindo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Jungmann também ocupou o cargo de ministro em quatro ocasiões, liderando as pastas da Política Fundiária (1996-1999), Desenvolvimento Agrário (1999-2002), Defesa (2016-2018) e Segurança Pública (2018-2019). Além disso, exerceu o mandato de deputado federal por Pernambuco em três legislaturas distintas, entre 2003 e 2019. Em 2005, ele foi um dos protagonistas da Frente Brasil Sem Armas, que trabalhou ativamente no referendo sobre a comercialização de armas de fogo no país.

Em março de 2022, Jungmann assumiu a presidência do Ibram, entidade que congrega mais de 300 associados responsáveis por 85% da produção mineral do Brasil. Desde sua chegada, ele se tornou uma figura central na promoção da mineração responsável, destacando a importância do setor para a economia do país.

Contribuições para a Mineração no Brasil

Durante seus quatro anos à frente do Ibram, Raul Jungmann se destacou pela interlocução constante com a Agência Nacional de Mineração. Essa parceria resultou em avanços significativos, como a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) em novembro de 2024, que visa desenvolver um programa de capacitação voltado para o corpo técnico da autarquia.

A importância de Jungmann no cenário mineral brasileiro foi evidenciada também por sua participação em debates relevantes. Em outubro, ele foi um dos principais nomes na discussão promovida pela comissão especial da Câmara dos Deputados sobre transição energética e produção de hidrogênio. Durante o evento, o ex-ministro enfatizou a necessidade de estabelecer uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). Ele ressaltou que “este projeto [PL 2789/2024] é vital para a transição da economia fóssil para a sustentável e deve esclarecer o conceito de minerais críticos e estratégicos”.

“Cada país possui seu próprio conjunto de minerais críticos, e o Brasil precisa definir o seu”, reforçou Jungmann, evidenciando a urgência e relevância desse assunto para o futuro do setor mineral no país.

Uma Perda Sentida

O legado de Raul Jungmann deixa uma marca indelével na política e na mineração brasileira. Sua visão e dedicação foram fundamentais para o avanço de pautas relevantes no setor, e seu falecimento é sentido por muitos que acompanharam sua trajetória. Com uma carreira repleta de conquistas e um compromisso inabalável com a ética e o desenvolvimento sustentável, Jungmann será lembrado como um defensor incansável da mineração responsável no Brasil.

Com sua partida, o país perde não apenas um político experiente, mas um verdadeiro líder que sempre buscou o melhor para a nação e para o futuro da mineração em nosso território.

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