Celebração da Cultura Pernambucana
O Festival Pernambuco Meu País, parte da programação oficial do Carnaval 2026, promoveu no último sábado (7) uma noite memorável no Recife. O Terminal Marítimo da cidade se transformou em um vibrante palco, reunindo amantes da música para celebrar dois ritmos icônicos do estado: o frevo e o brega. Com uma programação recheada de emoções e tradições, o evento atraiu um público variado, incluindo tanto pernambucanos quanto turistas. A realização é fruto de uma parceria entre o Governo de Pernambuco e a Secretaria de Cultura, contando com o apoio da Fundarpe e da Empetur.
A vice-governadora Priscila Krause, presente na ocasião, ressaltou a relevância do festival para o fortalecimento das expressões culturais e da economia criativa local. “Com mais de 90% dos artistas sendo pernambucanos, o festival não só oferece oportunidades para os músicos, mas também dinamiza a economia local, englobando setores como hotéis e restaurantes. É um evento que já demonstra ser um sucesso e que tem tudo para crescer ainda mais”, afirmou Krause.
Atrações Imperdíveis e Momentos Emocionantes
Antes mesmo dos shows começarem, o público vivenciou um momento simbólico com o Cortejo Gigantes de Pernambuco. Essa ação reuniu figuras emblemáticas do Carnaval, como o Homem da Meia-Noite, o Galo da Madrugada e os Bonecos Gigantes de Botelho, cativando todos os presentes com um desfile encantador no fim da tarde.
A abertura musical ficou por conta da Orquestra de Maestro Duda, um dos homenageados do Carnaval 2026, que trouxe o frevo à vida com uma assertividade contagiante. O show teve participações especiais de ícones da música pernambucana, como Nonô Germano, André Rio e Marron Brasileiro, sublinhando a força e a tradição desse gênero único.
Logo após, a cantora Nena Queiroga, também homenageada, subiu ao palco e levou o público às lágrimas com clássicos como “Chuva de Sombrinhas” e sucessos do frevo, incluindo “Me Segura Senão Eu Caio” e “Frevo Mulher”. A apresentação, intitulada “Frevo Mulheres”, contou ainda com a participação de Isadora Melo, Ylana Queiroga, Natascha Falcão e Laís Senna, proporcionando uma noite repleta de alegria e ritmo.
A energia feminina continuou predominando com a apresentação de Priscila Senna, que animou a plateia com hits como “Nove da Manhã” e “Três Versões”. O público cantou junto, criando um sentimento de união e celebração coletiva. A noite foi encerrada por Raphaela Santos, que trouxe o brega ao palco, mantendo o público dançando até as primeiras horas do dia, com sucessos como “Meio Termo” e “Fanatismo”.
Continuação do Festival e Atrações Futuras
O Festival Pernambuco Meu País deu continuidade à sua programação neste domingo (8), prometendo grandes surpresas com a presença de artistas renomados como Alcione, Belo e Gloria Groove, sem perder de vista o talento local. A programação inclui ainda o Bloco de Samba A Turma do Saberé e o projeto Mulheres no Samba, que contará com uma apresentação da Orquestra Recife de Bambas, entre outras atrações, ressaltando a diversidade cultural que caracteriza Pernambuco.
Realizado de 6 a 8 de fevereiro no Terminal Marítimo do Recife, o festival já trouxe uma programação cheia de artistas como Mestre Ambrósio, João Gomes e Nação Zumbi, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura local e do acesso à arte. Com a realização de edições como a de verão e a integração com eventos de grande porte, como o Réveillon, o festival tem se mostrado uma estratégia eficaz de promoção da cultura e do turismo em diversas cidades de Pernambuco.
Ao democratizar o acesso à cultura por meio de uma programação gratuita de alto nível, o Festival Pernambuco Meu País não apenas valoriza suas raízes culturais, mas também impacta diretamente a economia local. A edição de inverno anterior, realizada entre julho e setembro, movimentou mais de R$ 200 milhões nas áreas por onde passou, provando que a cultura é um motor de desenvolvimento econômico e social significativo.
O festival é, sem dúvidas, um exemplo de como a música e as tradições podem unificar pessoas e fomentar o crescimento econômico, demonstrando que, em Pernambuco, a cultura é uma celebração constante de vida e identidade.
