terça-feira 3 de fevereiro

Celebração Musical em Itamaracá

Transformando o domingo, 1º de fevereiro, em um verdadeiro espetáculo, a terceira e última noite do Festival Pernambuco Meu País Verão, realizado em Itamaracá, trouxe uma mistura vibrante de ritmos que vão do samba envolvente ao groove afro-baiano, culminando em uma celebração que reverberou a memória cultural dos anos 90. O evento, que teve entrada gratuita, destacou-se por ser um espaço de convergência de tradições musicais e novas sonoridades, atraindo um público animado em frente ao icônico Forte Orange.

A programação contou com uma variedade de artistas, incluindo o Grêmio Recreativo Cultural e Arte Gigante do Samba, que deu início à noite com o samba de raiz. Esta tradicional escola de samba pernambucana, uma das mais respeitadas do Recife, trouxe à tona a energia contagiante típica das festividades locais, reforçando a importância do samba na vida comunitária e nas celebrações populares.

Outro destaque foi Almir Rouche, que com sua voz poderosa e um repertório que abrange mais de três décadas, emocionou os presentes. Reconhecido por integrar ritmos nordestinos como coco, maracatu, frevo e ciranda, Rouche seguiu a proposta de valorização das identidades culturais, promovendo um diálogo entre o legado musical e a contemporaneidade.

Do Axé ao Pagode: Diversidade e Ancestralidade

A ancestralidade se fez presente com o grupo Ara Ketu, que desde os anos 80 constrói uma trajetória sólida na música afro-baiana. Com uma proposta sonora centrada na percussão e no canto coletivo, o grupo apresentou um repertório que evidencia sua resistência cultural, celebrando o axé como uma expressão vibrante da herança africana no Brasil.

Em seguida, Xanddy Harmonia subiu ao palco, trazendo a mistura de pagode e samba em sua performance. Após anos à frente do Harmonia do Samba, o cantor mostrou sua versatilidade artística, apresentando desde clássicos do pagode baiano até novas produções, engajando o público até os momentos finais da programação.

Para encerrar a noite com chave de ouro, É o Tchan fez o público vibrar com seu pagode baiano inconfundível, resgatando sucessos que marcaram gerações como “Pau Que Nasce Torto” e “Dança da Cordinha”. O show despertou memórias afetivas em espectadores que cresceram acompanhando a banda, reforçando a nostalgia e a conexão emocional com as músicas que moldaram a juventude de muitos.

Um Encontro de Histórias e Ritmos

Entre as apresentações, o DJ Ari Falcão garantiu a continuidade da energia com sets que mesclaram batidas eletrônicas e ritmos populares, criando uma atmosfera de fluidez e conexão entre os diferentes estilos musicais da noite. A terceira e última noite do Pernambuco Meu País Verão se solidificou como um grande encontro cultural, onde música, histórias e corpos se entrelaçaram, reafirmando a importância da música como uma forma de pertencimento e celebração coletiva.

Este encerramento vibrante do festival não apenas destacou a diversidade cultural pernambucana, mas também reafirmou o compromisso do Governo de Pernambuco com a promoção de eventos que ocupam os espaços públicos de forma qualificada, utilizando a arte como um meio de engrandecer a identidade cultural local. O festival, sem dúvida, se consagrou como uma significativa plataforma de valorização das tradições musicais e de celebração das múltiplas sonoridades que compõem a rica tapeçaria cultural do estado.

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