Uma Noite de Música e Cultura em São José da Coroa Grande
No último domingo (07), o Festival Pernambuco Meu País – Edição Verão proporcionou uma noite inesquecível em São José da Coroa Grande, onde o samba e o pagode dominaram a Praça Constantino Gomes. A programação, que marcou a estreia do evento no Litoral Sul, foi um verdadeiro sucesso, atraindo uma multidão e destacando a diversidade musical brasileira. Ao longo da semana, o festival recebeu renomados artistas como Nena Queiroga, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Timbalada e José Augusto, oferecendo uma rica experiência cultural.
Tradicionalmente, a festa começou com uma atração local, a Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, que abriu os trabalhos às 18h. A interação entre essa histórica agremiação de Olinda e o público local funcionou como um delicioso esquenta para o Carnaval, criando uma atmosfera festiva e inclusiva.
Aos 19h, a cena musical mudou com a entrada da cantora, compositora e percussionista Helena Cristina. Conhecida por sua dedicação em resgatar a força feminina no samba e nos ritmos afro-brasileiros, a artista celebrou suas raízes com uma apresentação que reverberou a dimensão sagrada da música. Durante seu show, clássicos do samba receberam novas interpretações, proporcionando momentos emocionantes ao público, que já lotava a praça.
“Iniciar o ano de 2026 em um palco tão grandioso é extremamente significativo, especialmente para nós, mulheres. É uma oportunidade de mostrar a força do samba feminino e sua merecida valorização”, destacou Helena Cristina após sua performance.
Os Grandes Momentos do Festival
Seguindo a programação, às 20h30, o Grupo Revelação subiu ao palco e protagonizou um dos momentos mais memoráveis da noite. Com um repertório repleto de hits do pagode, transformou a apresentação em um grande coro coletivo, emocionando os presentes com canções icônicas como “Deixa Acontecer”, “Coração Radiante”, “Tá Escrito” e “Velocidade da Luz”. A resposta calorosa do público evidenciou a força afetiva das músicas, reforçando o legado do grupo.
Às 22h30, Alexandre Pires fez sua entrada triunfal em um palco repleto de fãs entusiasmados. Considerado um dos grandes ícones do pagode brasileiro, ele conduziu a plateia com uma sequência de sucessos românticos, incluindo “Domingo”, “Cheia de Manias”, “Quando é Amor”, “Essa Tal Liberdade” e “Depois do Prazer”. O show foi marcado por uma conexão intensa entre o cantor e o público, reforçando sua estreita relação com Pernambuco.
“O público pernambucano é extremamente generoso. Pernambuco possui uma rica cultura, não apenas musical, mas em sua essência. Este é o meu segundo Festival Pernambuco Meu País, e espero voltar muitas mais vezes”, relatou Alexandre Pires em entrevista antes de subir ao palco.
O Encerramento com Estilo
Para finalizar a programação, Ferrugem trouxe uma apresentação vibrante, centrada em um repertório que sintetiza sua carreira no pagode contemporâneo. Canções como “Pirata e Tesouro”, “Pra Você Acreditar”, “Climatizar”, “Apaguei pra Todos” e “Eu Juro” foram cantadas em uníssono pelo público, encerrando o festival em grande estilo e reafirmando a força do pagode em unir diferentes gerações.
“Esse festival é maravilhoso. Ele abre portas para nosso segmento e é uma honra fechar a festa em uma cidade tão distante de Recife, cantando para mais de 30 mil pessoas”, comemorou Ferrugem antes de sua performance.
Encerrando sua passagem por São José da Coroa Grande, o Festival Pernambuco Meu País – Edição Verão deixou uma forte mensagem sobre o papel da cultura como motor de desenvolvimento regional. A programação gratuita não apenas atraiu um grande público, mas também impulsionou o turismo local, impactando positivamente diversas cadeias econômicas, incluindo comércio, serviços e economia criativa.
Festival como Ferramenta de Inclusão Cultural
Promovido pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura (Secult-PE), Fundarpe e Empetur, o Festival Pernambuco Meu País tem se consolidado como uma importante ação de interiorização cultural. A edição de verão, que faz parte de um calendário contínuo de ocupação cultural, já passou por outras cidades, como Camaragibe e o Recife, e se prepara para avançar para a Ilha de Itamaracá.
Ao proporcionar uma programação cultural acessível a municípios fora do eixo da capital, o festival materializa a diretriz de democratização do acesso à cultura. Com a presença de artistas consagrados e novas vozes, o evento reafirma seu papel como um motor de desenvolvimento econômico, cultural e social. A edição de inverno, realizada entre julho e setembro, movimentou mais de R$ 200 milhões nas cidades visitadas, demonstrando que a cultura é um vetor essencial para a geração de renda e emprego na região.
