Mesa Redonda Explora o Futuro da ciência e tecnologia no Brasil
A Associação dos Pós-Graduandos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) promoveu, na última terça-feira (28), uma mesa redonda intitulada “Desafios para a Formação de Recursos Humanos para a Ciência e Tecnologia”. O evento, que aconteceu na sede da Associação dos Docentes da UFPE, no Recife (PE), reuniu representantes do governo, da academia e de entidades estudantis para discutir os desafios e alternativas para a formação científica no país.
A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, ressaltou a importância da formação de recursos humanos para o desenvolvimento nacional. “A formação científica é a base da inovação, e sem continuidade, corremos o risco de perder talentos”, afirmou. Ela ainda destacou a escassez de profissionais qualificados em áreas essenciais, com ênfase especial no setor de tecnologia. “Atualmente, o Brasil forma cerca de 46 mil profissionais de tecnologia anualmente, enquanto a demanda chega a 70 mil, resultando em um déficit de aproximadamente 24 mil profissionais em uma área onde os salários costumam ser acima da média”, explicou.
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Fonte: odiariodorio.com.br
Para enfrentar esses desafios, Luciana Santos mencionou as iniciativas do MCTI, que buscam aprimorar a formação científica desde os níveis mais básicos da educação. Um exemplo dessas iniciativas é o Programa Mais Ciência na Escola, que promove letramento digital e educação científica através da implementação de laboratórios práticos em escolas públicas. “Esse projeto permite que os alunos coloquem em prática suas ideias e inovações”, disse.
Além disso, a ministra citou programas voltados para o futuro do trabalho, como a Residência em TIC, que já formou mais de 60 mil profissionais nas áreas de tecnologias da informação e comunicação. Outro destaque foi o programa Hackers do Bem, que visa combater o déficit global de talentos em segurança cibernética. O Bolsa Futuro Digital, que prepara profissionais para o mercado de tecnologia, também foi mencionado como uma iniciativa importante.
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Fonte: novaimperatriz.com.br
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, fez um comentário contundente sobre a relação entre ciência e soberania nacional. Ele afirmou: “Não há soberania nacional sem soberania científica, e isso só é possível com universidades públicas fortes, financiamento estável, valorização da pós-graduação stricto sensu e políticas de inclusão e permanência eficazes”. Gomes ressaltou que a pós-graduação é fundamental para a consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, sendo o local onde se formam os pesquisadores e intelectuais que enfrentarão os grandes desafios do Brasil.
O reitor também reconheceu o apoio do MCTI à UFPE, revelando que, por meio dos programas do ministério, foram injetados mais de R$ 100 milhões na instituição nos últimos anos. Essa colaboração é vista como essencial para o fortalecimento da formação científica e tecnológica.
Elvis Arruda, representante da Associação Nacional de Pós-Graduandos, destacou progressos obtidos na atual gestão do governo, como o reajuste das bolsas para pós-graduandos e a aprovação de direitos previdenciários. “Estamos avançando nos direitos dos pós-graduandos, mas é crucial que esse desenvolvimento seja justo e soberano, sempre relacionado à ciência e tecnologia”, afirmou Arruda.
Ele também enfatizou a necessidade de uma maior integração entre universidades e o setor produtivo, visando à absorção de mestres e doutores no mercado de trabalho. O evento se enquadra em uma agenda mais ampla de diálogo institucional sobre financiamento da ciência, redução de desigualdades e fortalecimento da formação científica, com uma atenção especial focada na realidade dos pós-graduandos brasileiros.
