terça-feira 3 de fevereiro

Liberdade Conquistada Após Longo Período de Restrições

Depois de 233 dias sem poder deixar o Recife, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, obteve autorização da Justiça para voltar a circular fora da capital pernambucana. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou uma das principais medidas cautelares impostas a Machado em meio a uma investigação da Polícia Federal.

A liberação foi celebrada por Gilson em suas redes sociais, um gesto significativo, considerando que ele também ficou proibido de se manifestar online durante parte do tempo em que cumpriu as restrições judiciais. Em um vídeo divulgado neste sábado, ele expressou sua felicidade: “Acabei de saber que a justiça foi feita. Fui liberado para sair do Recife, poder ir para todos os cantos e voltar a cuidar dos meus negócios”.

Além disso, a notícia foi compartilhada pessoalmente com seu filho, o vereador Gilson Machado Filho, durante uma visita surpresa à propriedade da família em São José dos Milagres, no interior de Alagoas. Emocionado, Gilson segurava uma camisa estampada com os rostos dele e de Jair Bolsonaro, a quem creditou grande parte do apoio durante o período difícil. “Esses dois aqui foram fundamentais. Me deram força quando eu não podia nem sair do Recife nem falar”, enfatizou, referindo-se ao ex-presidente e à proibição de uso das redes sociais imposta pela Justiça.

Impacto das Restrições na Vida de Gilson Machado

A restrição à sua liberdade teve início em junho do ano passado, após uma operação da Polícia Federal que o implicou em uma investigação. Embora tenha sido preso por apenas algumas horas, o ex-ministro teve sua detenção convertida em uma série de medidas cautelares, incluindo a proibição de deixar a capital pernambucana e, temporariamente, de utilizar suas redes sociais.

A investigação gira em torno da suspeita de que Gilson tentava facilitar a emissão de um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que na época já estava sob medidas judiciais e impedido de sair do país. Desde o início do processo, Gilson Machado tem negado qualquer irregularidade, afirmando que seu único contato com o Consulado de Portugal em Recife foi para tirar dúvidas sobre a renovação do passaporte de seu pai, que possui cidadania portuguesa. “Nunca fui a consulado nem tratei de documento para ninguém além do meu pai”, reiterou em várias ocasiões.

Revisão das Medidas Cautelares e Recomeço de Uma Nova Fase

No mesmo dia da operação, o ministro Alexandre de Moraes já havia revogado a prisão preventiva de Gilson, considerando que não havia razão para mantê-lo detido. Contudo, a imposição de medidas cautelares continuou, incluindo a entrega de seu passaporte e a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça, além da restrição de deslocamento.

Apenas agora, mais de sete meses depois, o STF concedeu a Gilson Machado a oportunidade de sair do Recife, encerrando uma das principais limitações que o acompanhou durante o processo. Com essa nova fase, o ex-ministro se mostra determinado a retomar suas atividades profissionais e políticas. “Quero cuidar dos meus negócios e ajudar o presidente Bolsonaro”, declarou, sinalizando suas intenções após a liberação.

Desafios no Cenário Político

Esse período de restrições impactou diretamente sua trajetória política. Gilson buscou se posicionar como candidato ao Senado pelo PL, mas não obteve apoio do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que mostrou preferência por outros nomes em Pernambuco. Com a falta de espaço na legenda e Jair Bolsonaro enfrentando desafios em Brasília, o ex-ministro decidiu se desfiliar do PL.

Atualmente, as conversas mais avançadas nos bastidores são com o Podemos, que analisa a possibilidade de lançá-lo como candidato a deputado federal. Essa nova fase é um desafio, mas também uma oportunidade para Gilson Machado reescrever sua história política e reconquistar o apoio de seus eleitores.

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