sexta-feira 27 de fevereiro

Falta de Transporte Público e Estradas Adequadas Colocam Aulas em Risco

Da Redação – A situação dos 750 estudantes do IFPE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco) em Cabo de Santo Agostinho, localizado na Região Metropolitana do Recife, é preocupante. Com o início do ano letivo previsto para março, esses alunos podem perder a chance de continuar seus estudos devido à ausência de transporte público adequado e a condições precárias nas vias de acesso ao novo prédio das aulas, que fica no bairro das Mercês.

O campus do IFPE no Cabo de Santo Agostinho, um dos 16 existentes em Pernambuco, operava anteriormente nas dependências da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (Fachuca). Contudo, em razão da expansão da instituição, houve a necessidade de realocação para novos laboratórios, construídos em 2018. O problema, como relatam os alunos, é que esses novos espaços carecem da infraestrutura de transporte necessária.

Os estudantes enfrentam um verdadeiro desafio, uma vez que uma imponente falésia obstrui o acesso direto ao prédio. Isso força os alunos a realizarem um longo desvio para chegar às aulas, uma situação que se agrava pela falta de uma linha regular de ônibus que atenda à nova localização. “É preciso uma providência urgente”, alertou um dos alunos, enfatizando a gravidade da questão.

Atualmente, o IFPE em Cabo de Santo Agostinho conta com 160 estudantes no ensino médio e mais 595 matriculados em diversos cursos técnicos, como gastronomia, logística, engenharia sanitária, controle de produção e administração. Com a nova estrutura, rumo à qual a instituição tenta se mover, a expectativa é de que esses jovens possam ter acesso a uma formação de qualidade, mas, sem a devida atenção à infraestrutura de transporte, esse objetivo fica ameaçado.

A comunidade escolar aguarda por soluções efetivas que possibilitem um acesso viável ao novo campus, reforçando a importância do investimento em transporte público para garantir a continuidade das atividades acadêmicas. O apelo é claro: o tempo urge e é fundamental que as autoridades locais e estaduais considerem a urgência da situação, proporcionando alternativas que viabilizem o transporte dos alunos. A educação não pode esperar.

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