terça-feira 16 de junho

Abertura do Hospital Nossa Senhora Aparecida fortalece atendimento em Paulista

Nesta segunda-feira (15), às 17h, a governadora Raquel Lyra (PSD) inaugura oficialmente o Hospital Nossa Senhora Aparecida, conhecido como Hospital Central de Paulista, que agora integra a rede estadual de saúde. O equipamento fica localizado no bairro Vila Torres Galvão, às margens da rodovia PE-15, e recebeu um investimento de R$ 178 milhões para sua ativação, conforme informou o Governo de Pernambuco.

Com uma capacidade total de 213 leitos, a unidade funcionará como uma importante retaguarda do Hospital da Restauração (HR), ampliando a oferta de serviços de saúde na região. O complexo hospitalar vai disponibilizar internamentos, cirurgias e atendimentos de urgência regulados, com infraestrutura que inclui um centro cirúrgico com cinco salas, unidades de terapia intensiva (UTIs), consultórios clínicos e salas especializadas para hemodinâmica vascular, cardíaca e neurológica.

Equipamentos modernos e gestão estratégica para a rede pública

O hospital também conta com equipamentos avançados, como um tomógrafo de 64 canais e aparelho de ressonância magnética, ampliando a capacidade diagnóstica da rede estadual. Para garantir a operação dos serviços, a Secretaria de Administração (SAD) abriu em janeiro de 2026 um edital para escolher a Organização Social (OS) responsável pela gestão da unidade.

O contrato firmado terá vigência inicial de dois anos, podendo ser renovado por até dez anos. O custeio para o primeiro ano está previsto em até R$ 125,8 milhões, com aumento para R$ 144,5 milhões anuais quando a unidade atingir sua capacidade plena. O plano de implantação prevê uma abertura gradual, iniciando pela estrutura administrativa até a oferta completa de assistência médica.

Contexto político e cobranças da oposição

A inauguração ocorre em meio a críticas da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Deputados do PSB realizaram uma coletiva no fim de maio questionando a demora na reabertura do hospital, que permaneceu fechado para requalificação por meses após a desapropriação pelo governo estadual em 8 de outubro de 2025, quando o imóvel foi comprado por R$ 170 milhões.

O debate público reforça a expectativa em torno da nova unidade, que deve impactar diretamente o atendimento em saúde pública na região de Paulista e contribuir para aliviar a demanda do Hospital da Restauração, referência no estado.

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