III Teia dos Pontos de Cultura: Fortalecendo as Políticas Culturais na Bahia
No final de fevereiro e início de março, agentes culturais de mais de 100 municípios se reuniram em Feira de Santana para a III Teia dos Pontos de Cultura. Com o tema “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva na Bahia e pela justiça climática”, o evento, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), transformou o Teatro e Centro de Convenções em um verdadeiro polo de debates, trocas e integração entre os 27 territórios culturais do estado.
A participação da Fundação Pedro Calmon (FPC), ligada à SecultBA, foi marcada pela presença do diretor-geral Sandro Magalhães, que destacou a importância da mobilização para fortalecer as políticas culturais. “Desde 2007, a Bahia vem implementando uma política de territorialização da cultura, um marco no Brasil. Estou aqui hoje para relembrar essa trajetória e apresentar as iniciativas da FPC voltadas para o livro, leitura e memória”, declarou Magalhães, enfatizando a necessidade de inclusão de todos nas políticas culturais.
A FPC/SecultBA também ofereceu oficinas temáticas, como “Dinamização em bibliotecas comunitárias” e “Noções Básicas para Organização, Preservação e Difusão em Espaços de Memória”, conduzidas pela Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado e pelo Centro de Memória da Bahia. Durante o encontro, a entidade distribuiu 100 livros por meio de sua Biblioteca de Extensão e do projeto Leve e Leia, com o intuito de promover a leitura e expandir o acesso ao conhecimento.
Formação e Capacitação para a Cultura Viva
Com o objetivo de reforçar as ferramentas de atuação nas comunidades e contribuir com a política Cultura Viva na Bahia, o primeiro dia da III Teia contou com sete oficinas e diálogos formativos. A diretora Thaís Pimenta, da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), ressaltou que as formações foram planejadas com base nas demandas dos Pontos de Cultura, abordando temas como gestão, memória e justiça climática. “As oficinas são aliadas na reestruturação da rede Cultura Viva, proporcionando aos participantes mais recursos e conhecimentos para suas ações nas comunidades”, afirmou.
A superintendente Amanda Cunha também destacou o impacto positivo da política cultural no estado, celebrando a perspectiva de alcançar cerca de 1.800 pontos de cultura certificados em diversos municípios. “Hoje, cerca de 50 mil pessoas na Bahia são beneficiadas pelas ações dos pontos de cultura”, ressaltou Cunha, evidenciando a importância da mobilização cultural para o desenvolvimento regional.
Preparativos para a Teia Nacional
A III Teia dos Pontos de Cultura integra o calendário preparatório para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, programada para ocorrer de 24 a 29 de março de 2026, em Aracruz, no Espírito Santo. Durante a abertura do evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, sublinhou que a Teia é fundamental para fortalecer as conexões entre os Pontos de Cultura em todo o Brasil, além de promover a Política Nacional Cultura Viva e garantir investimentos por meio da Política Aldir Blanc.
A titular do MinC ainda reiterou o protagonismo da Bahia no cenário cultural brasileiro, destacando o estado como um dos que mais têm reconhecido novos pontos de cultura. “A Bahia se destaca na aplicação de recursos da Política Aldir Blanc, que inclui um percentual destinado exclusivamente à Cultura Viva. Falar de pontos de cultura é falar de gente, memória e tradição”, enfatizou a ministra.
Mobilização e Reconhecimento da Cultura Local
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, reforçou a importância dos Pontos de Cultura no fortalecimento das comunidades locais. “Esse evento, após 11 anos, nos permite avaliar os avanços e consolidar o reconhecimento que fortalece essa rede em todo o estado”, concluiu Monteiro, ressaltando que iniciativas como essas são essenciais para a movimentação da sociedade e avanço das políticas culturais na Bahia.

