Diálogo sobre a Trajetória das Baianas Ricas
No dia 19 de janeiro, às 10h, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoverá uma conversa especial em Recife (PE). O evento contará com a participação do jornalista Júlio César de Araújo, idealizador da exposição fotográfica “Baianas Ricas de Maracatu”. A atividade ocorrerá na Superintendência do Iphan em Pernambuco e fará parte da programação da mostra, que também homenageará a mestra de maracatu Joana Cavalcante, reconhecendo sua significativa contribuição à cultura popular do estado.
Exposta na sede da superintendência, a mostra “Baianas Ricas de Maracatu” apresenta 15 fotografias que exploram a rica história e a importância das baianas ricas – homens travestidos que desempenham papéis essenciais nos maracatus de Pernambuco. O tema surgiu a partir do trabalho intitulado “Baianas Ricas de Maracatus: Travestismo e Religiosidade dos Homens”, que investiga a origem e os aspectos sociais e religiosos desse fenômeno cultural, abordando-o de forma documental e sem julgamentos.
As histórias contadas na exposição têm como base uma pesquisa junto ao Maracatu Pavão Dourado e são apresentadas por meio de imagens e textos que contextualizam a atuação dessas figuras no maracatu, além de seus contextos culturais e religiosos. Para Júlio César Araújo, as baianas ricas representam um momento de transformação, refletindo o avanço das agremiações em direção a um futuro mais inclusivo e diversificado.
O idealizador enfatiza que “ricas por natureza, as baianas são principalmente homens homossexuais que demonstram coragem e identidade ao fortalecerem, a cada ano, sua presença e importância nos maracatus, ganhando respeito e visibilidade nas agremiações”.
O ensaio fotojornalístico que deu origem à exposição foi criado através de contatos diretos com integrantes dos maracatus visitados e com discussões com lideranças religiosas e culturais, respeitando os contextos e narrativas que surgiram durante o processo de pesquisa e registro.
A exposição não se limita às fotografias. Ela é complementada por materiais audiovisuais, como vídeos, áudios e um minidocumentário, que ajudam a enriquecer a compreensão do público acerca do tema e do processo de pesquisa realizado. “Registrar e disseminar esse aspecto único do maracatu é essencial para a valorização e preservação dessa manifestação cultural, destacando práticas, personagens e saberes que fazem parte de sua história ao longo do tempo”, afirma a historiadora e técnica do Iphan, Thamires Neves.
A exposição “Baianas Ricas de Maracatu” está disponível para visitação gratuita até o dia 31 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A iniciativa busca não apenas celebrar a cultura local, mas também proporcionar um espaço de reflexão sobre a diversidade e inclusão dentro do contexto cultural pernambucano.
Serviço:
Data: 19 de janeiro
Horário: 10h
Local: Superintendência do Iphan em Pernambuco
Endereço: Rua Floriano Peixoto, nº 160 – Recife (PE)
Para mais informações, entre em contato com a Assessoria de Comunicação do Iphan pelo e-mail comunicacao@iphan.gov.br, ou com Ana Carla Pereira pelo e-mail carla.pereira@iphan.gov.br.
