quarta-feira 21 de janeiro

Compromisso com a Esquerda em Pernambuco

Nesta terça-feira (20), a discussão sobre as possíveis alianças para a reeleição do presidente Lula (PT) em Pernambuco ganhou novos contornos com a participação do pré-candidato a governador pelo PSOL, Ivan Moraes. O encontro entre Moraes e o presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, reforçou a intenção de unir forças em torno da candidatura de Lula, independentemente do apoio que os petistas venham a destinar na corrida pelo governo do Estado.

Em suas declarações, Ivan Moraes enfatizou a importância de Pernambuco contar com um palanque que seja firme em sua proposta de esquerda. “É fundamental que tenhamos uma plataforma que dialogue com os desafios sociais que nosso Estado enfrenta, buscando reverter a situação e combater o avanço da extrema direita”, ressaltou.

Em um cenário mais amplo, o pré-candidato defendeu a necessidade de unir as candidaturas que pertencem ao campo democrático, com o objetivo de fortalecer a campanha de Lula em nível nacional. Para Moraes, essa união é essencial para garantir uma vitória significativa nas eleições.

Carlos Veras também se manifestou sobre o apoio de Ivan à reeleição de Lula, destacando que sua presença no debate é valiosa. “Ivan colocou seu nome à disposição e sua participação é crucial para que Lula tenha um apoio sólido em Pernambuco”, disse Veras. Ele acrescentou que as conversas sobre alianças estão em andamento e que Ivan é uma figura respeitada no meio político da esquerda.

Discussões sobre Alianças e Estratégias

Em meio ao cenário de alianças, surgiu a questão sobre a parceria com o PSB, que apoia a candidatura do prefeito João Campos. Carlos Veras comentou que essa aliança com o PSB parece ser um caminho natural, especialmente considerando que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, é membro do partido. “Estamos em diálogo a nível nacional, sempre priorizando a reeleição de Lula”, afirmou o dirigente petista.

Entretanto, dentro do próprio PT, há uma ala que se aproxima da governadora Raquel Lyra (PSD), que defende uma possível aliança e aguarda uma postura política dela. O deputado João Paulo, por sua vez, sugeriu que o senador Humberto Costa deveria concorrer à reeleição na chapa de Raquel, o que indica a complexidade das negociações internas no partido e as diferentes estratégias em jogo.

Essa movimentação política em Pernambuco reflete uma situação mais ampla, onde as articulações para as eleições de 2024 estão em plena efervescência. O apoio a Lula, em meio a um jogo de alianças e disputas internas, poderá definir os rumos não apenas para o PT, mas também para as forças progressistas no Estado.

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