João Campos destaca a importância da Transnordestina para Pernambuco
Durante sabatina promovida pelo Porto Digital nesta sexta-feira (31), o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), colocou a retomada da ferrovia Transnordestina como prioridade para o desenvolvimento logístico e infraestrutura estadual. O foco principal do debate foi o ramal que conectará Salgueiro ao Porto de Suape, obra que enfrenta entraves junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Para superar os impasses, Campos sugeriu que a responsabilidade pela execução do trecho seja transferida da esfera federal para o governo de Pernambuco. “Irei pedir ao presidente que passe a Transnordestina para Pernambuco. A gestão tem que ser para o governo de Pernambuco”, afirmou, ressaltando a necessidade de autonomia para conduzir o projeto com mais agilidade.
Parceria entre União e Estado para viabilizar obras
Na avaliação do ex-prefeito do Recife, o financiamento da ferrovia deve ser dividido entre a União e o Estado, com o governo federal aportando cerca de 80% dos recursos e a gestão estadual complementando o valor necessário para garantir a conclusão do ramal. Essa articulação visa destravar a obra que é estratégica para a logística regional e o crescimento econômico de Pernambuco.
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João Campos criticou a condução atual do projeto pelo governo estadual e destacou o avanço da ferrovia no Ceará como exemplo de gestão eficiente. “A Transnordestina vai sair. Se colocar debaixo do braço, ela sai”, enfatizou, reforçando que vontade política e capacidade administrativa são decisivas para o sucesso da ferrovia.
Impacto político e econômico da estadualização da Transnordestina
A proposta de estadualização da Transnordestina representa um movimento para aumentar o protagonismo de Pernambuco em obras estratégicas que afetam diretamente sua infraestrutura e desenvolvimento econômico. A transferência da gestão para o estado pode acelerar decisões e investimentos, além de potencializar o uso do Porto de Suape como hub logístico.
O próximo passo será a articulação política para que a União aceite a transferência do projeto, além da definição dos recursos necessários para a execução. A discussão também sinaliza uma disputa institucional sobre a condução de obras que envolvem interesses federais e estaduais, com impactos diretos para a população e a economia local.
João Campos reforça assim sua plataforma de governo focada em infraestrutura e desenvolvimento regional, colocando a Transnordestina como peça-chave para Pernambuco retomar seu papel estratégico no Nordeste.

