terça-feira 31 de março

João Campos inicia giro no interior de Pernambuco

O prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), anunciou nesta segunda-feira (30) que dará início a uma série de compromissos pelo interior do estado logo após deixar a administração municipal. A transição de comando está agendada para a próxima quinta-feira (2).

Entre os dias 3 e 6 de abril, João visitará diversas cidades do Agreste e do Sertão. Sua primeira parada será em Brejo da Madre de Deus, onde participará da famosa Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Apesar dessa agenda no interior, o prefeito confirmou presença na posse de Victor Marques, novo prefeito do Recife, marcada para segunda-feira. Os outros locais que ele visitará ainda não foram divulgados.

“A partir de sexta estarei no interior. […] Primeiro no Agreste e depois no Sertão. Como já mencionei, pretendo percorrer todo o estado. No domingo, retornarei a Recife e na segunda-feira, voltarei ao interior”, declarou João após um evento de lançamento de ações da Guarda Municipal.

Esse anúncio demonstra uma estratégia de interiorização que João Campos vem adotando logo nas suas primeiras movimentações após deixar o cargo na capital.

No último sábado, durante um evento do Partido dos Trabalhadores (PT), ele já havia manifestado sua intenção de viajar por todas as regiões do estado, destacando que levará o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a todos os municípios pernambucanos. “Faremos a campanha do presidente Lula em cada cidade de Pernambuco. […] A Frente Popular estará presente em todos os municípios, unida e firme com o palanque de Lula”, enfatizou João durante seu discurso.

Alinhamento político e apoio a Lula

João Campos também reiterou seu apoio ao presidente Lula e deixou claro que não pretende ser neutro em relação ao cenário político nacional, especialmente diante das movimentações de partidos rivais em Pernambuco.

“Posso afirmar que meu voto será em Lula, que eu apoio Lula, e meu partido, o PSB, também estará ao lado de Lula. Não tenho um lado duplo, não ando em cima do muro. A minha posição é clara”, assegurou.

Embora não tenha mencionado diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal concorrente no estado, João sugeriu que cada agrupamento político deve assumir publicamente suas posições na disputa presidencial. O PSD, sob a liderança de Raquel em Pernambuco, já anunciou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à presidência da República.

“Quem é membro de um partido e vê um candidato se lançar por ele deve votar nesse candidato. Minha posição é transparente desde que assumi a presidência nacional do PSB”, concluiu.

Construção de alianças e articulação nacional

Questionado sobre a ausência de três deputados estaduais do PT no evento de apoio a sua pré-candidatura, João Campos minimizou qualquer interpretação de divisão interna na legenda. Ele se referiu a João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim, que estão alinhados com a governadora Raquel Lyra na Assembleia Legislativa e eram favoráveis a um entendimento com a chefe do Executivo estadual.

“Isso não significa nada negativo. Pelo que eu sei, 86% do diretório votou a favor. A aliança foi aprovada pela instância decisória, que é o diretório do partido. É um processo natural de construção para trazer todos os que votaram a favor e os filiados”, disse.

Na sua função como presidente nacional do PSB, João Campos também destacou a importância de manter Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa de Lula para a eleição de 2026, considerando isso uma prioridade do partido.

“Reafirmamos que é essencial para o partido ter Alckmin como vice. Pelo que ele fez e pelo seu desempenho, é um grande vice-presidente. Encontrar alguém no Brasil que tenha uma capacidade semelhante para essa função é bastante difícil”, declarou.

De acordo com João, a expectativa do PSB é que Alckmin seja novamente convidado a integrar a chapa, e que posteriormente seja reeleito para o cargo de vice-presidente.

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