Uma Trajetória Marcante
No universo do jornalismo, algumas figuras se destacam de maneira a deixar uma marca indelével. Lêda Rivas é um desses nomes que transcendem o simples ato de escrever. Falecida na última sexta-feira (13), a jornalista dedicou mais de duas décadas de sua vida ao Diario de Pernambuco, atuando até 1998 como editora do Viver e chefe do Departamento de Pesquisa. Ao longo de sua carreira, Lêda não apenas reportou, mas também testemunhou e registrou os movimentos culturais que moldaram tanto o estado de Pernambuco quanto o Brasil.
O legado de Lêda vai além de suas publicações; sua maior contribuição talvez tenha sido a inspiração que proporcionou a uma nova geração de jornalistas. Ivana Moura, uma das profissionais que teve a oportunidade de aprender com Lêda, relembra esses momentos com carinho. Para ela, escrever sobre cultura não se tratava de seguir manuais, mas sim de uma experiência de aprendizado ao lado de Lêda na redação do Diario. “Ela foi uma das pessoas mais importantes da minha vida profissional”, afirma Ivana, que hoje trabalha de forma independente.
Superando Desafios
Ivana também recorda os desafios enfrentados por Lêda em um ambiente predominantemente masculino, onde ela se destacou como uma das primeiras mulheres a assumir o cargo de editora. “Não é pouca coisa lidar com altivez e ética com os assuntos culturais de uma cidade como o Recife, sempre cheia de nuances e detalhes culturais”, comenta. Ivana também se tornou editora do Viver entre 2005 e 2013, e enfatiza a relevância que Lêda teve na formação do jornalismo cultural no estado.
Marcos Toledo, que teve Lêda como professora no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também faz questão de ressaltar a importância da jornalista. Mesmo sem ter trabalhado diretamente com ela, as aulas de Lêda o marcaram profundamente. Ele recorda que, em suas aulas, Lêda sempre trazia novos profissionais para apresentar aos alunos a realidade do jornalismo. “Ela já tinha essa sensibilidade de mostrar o jornalismo por dentro”, destaca Marcos, que também admirava a forma como Lêda cuidava do acervo histórico do Diario.
A Consolidação do Jornalismo Cultural
Para Marcos, o impacto de Lêda na editoria de cultura foi fundamental para a consolidação do jornalismo cultural em Pernambuco. “Eram essas publicações que abriam espaço, divulgavam e acompanhavam a cultura pernambucana, mais do que qualquer outro veículo”, avalia. A convivência com Lêda não apenas moldou sua carreira, mas também cultivou um amor pela preservação da memória cultural e pela história do jornalismo no estado.
Diario de Pernambuco: Uma História de Credibilidade
O Diario de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação no hemisfério sul, permanece relevante ao longo de sua história, unindo inovação e credibilidade. Desde a sua fundação, a relação do Diario com seus leitores sempre foi mais profunda do que a simples entrega de notícias diárias. O jornal apostou em experiências de participação que resultaram no atual formato de “tempo real”, estabelecendo um diálogo contínuo com seu público.
Além disso, o Diario consolidou um ecossistema multiplataforma, ampliando seu alcance sem perder sua identidade editorial. As diferentes plataformas, incluindo portais segmentados e rádios, conectam temas como esporte, cultura, serviço e opinião, reforçando seu papel como memória viva de Pernambuco e um exemplo de educação midiática para o Brasil.
A Presença Digital do Diario de Pernambuco
Na era digital, o Diário de Pernambuco se destaca como líder entre os jornais de Pernambuco. Com mais de 3,7 milhões de leitores e seguidores nas redes sociais, o jornal se destaca especialmente no Instagram, com mais de 1,4 milhão de fãs dedicados. O novo portal digital do Diario já alcança uma média de 400 mil acessos diários, provando sua relevância na atualidade e conectando gerações desde 1825.

