Suspensões em Projetos de Terminais Portuários
No primeiro leilão de terminais portuários de 2024, duas das quatro propostas foram suspensas, impactando o andamento das licitações. Nesta quarta-feira (25), a Justiça Federal deferiu uma liminar que cancela a disputa pela área MCP01, localizada no Porto de Santana, no Amapá. O pedido foi feito pela empresa Rocha Granéis Sólidos e Exportação, que atualmente administra o terminal MCP03, situado no mesmo porto, desde 2025.
A Antaq, Agência Nacional de Transportes Aquaviários, já anunciou que pretende recorrer da decisão judicial. Além disso, a própria agência suspendeu temporalmente a licitação do novo terminal de passageiros no Porto de Recife, em Pernambuco. Essa ação foi motivada por um pedido da autoridade portuária local, que solicitou a revisão e consolidação das informações técnicas do projeto, especialmente considerando a recente mudança na gestão da área.
O secretário de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávila, comentou que a revisão do projeto é uma etapa necessária para assegurar sua viabilidade e eficiência. Os leilões estão programados para acontecer nesta quinta-feira (26), na sede da B3, em São Paulo. Apesar das suspensões, as licitações dos terminais NAT01, no Porto de Natal, e POA26, no Porto de Porto Alegre, continuam conforme o cronograma.
Detalhes do Projeto MCP01
O terminal MCP01 é considerado o projeto mais valioso entre os que estão em disputa, com um investimento estimado em R$ 150,2 milhões e um contrato de concessão de 25 anos. Este terminal será fundamental para o escoamento da produção de grãos e cavaco de madeira, e sua importância econômica para a região não pode ser subestimada. A expectativa é que a disputa atraia investidores interessados em participar da operação desse terminal, que visa dinamizar a logística portuária e a produção agrícola local.
A realização destes leilões é um reflexo das políticas de incentivo ao desenvolvimento da infraestrutura portuária no Brasil, um setor que é vital para o comércio exterior do país. A agilidade na realização dos leilões e a adaptação às necessidades do mercado são fundamentais para garantir a competitividade do Brasil no cenário global.
O impacto dessas suspensões, embora significativo, não deve impedir o avanço das licitações agendadas. O governo federal continua comprometido em melhorar a infraestrutura e expandir a capacidade dos portos brasileiros, o que pode resultar em benefícios para a economia nacional a longo prazo. As autoridades esperam que o próximo leilão possa trazer novas oportunidades e impulsionar o crescimento do setor portuário.

