terça-feira 13 de janeiro

Pequim Pede Garantias de Segurança para o Líder Venezuelano

No último domingo (04/01), a China fez um apelo formal aos Estados Unidos, solicitando a libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O pedido foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que expressou preocupação com a detenção do casal. Segundo a chancelaria chinesa, as ações dos EUA representam uma clara violação do direito internacional e dos princípios fundamentais das relações internacionais, além de contrariar a Carta da ONU.

A nota oficial da China enfatiza a urgência em garantir a segurança de Maduro e Flores, instando os EUA a não apenas libertá-los, mas também a cessarem as tentativas de desestabilização do governo venezuelano. “O diálogo e a negociação são os caminhos adequados para resolver as questões”, reafirma o comunicado.

Em um editorial publicado no jornal estatal China Daily, o governo chinês intensificou sua crítica às ações dos Estados Unidos, alegando que estas violam a soberania da Venezuela e ameaçam a paz na América Latina e no Caribe. O texto também adverte sobre o perigo de precedentes que tais ações podem estabelecer nas relações internacionais.

China Denuncia Padrões Duplos e Agressão dos EUA

O editorial da China Daily ressalta que a agressão dos EUA fragiliza a autoridade moral de Washington e alerta que as regras internacionais devem ser respeitadas por todos os países, não apenas pelos mais fracos. “Quando os poderosos ignoram as leis, isso enfraquece as normas que deveriam valer para todos”, afirmam os redatores.

A China criticou ainda a justificativa dos EUA de combater o narcotráfico, afirmando que tal argumento não pode legitimar ações como a invasão de nações soberanas ou a remoção de líderes. “Se essa lógica for aceita, as potências teriam um ‘cheque em branco’ para intervenções militares, o que vai diretamente contra os princípios das Nações Unidas”, alertou o editorial.

No dia anterior, a chancelaria chinesa já havia manifestado sua indignação, pedindo que os EUA respeitassem o direito internacional e a soberania dos países. A relação entre China e Venezuela é significativa, com Pequim sendo um dos principais compradores de petróleo venezuelano.

Reação da Coréia do Norte

A repercussão do caso também chegou à Coréia do Norte. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do país declarou que os ataques dos Estados Unidos representam uma grave violação de soberania. A nota ainda destaca que a situação na Venezuela é uma evidência clara da natureza agressiva dos EUA e que isso poderá levar a consequências desastrosas nas relações internacionais e regionais.

Em resposta às ameaças e comentários de Washington, o presidente Donald Trump se comprometeu a aumentar as vendas de petróleo aos países que já mantêm comércio com os Estados Unidos, prometendo volumes ainda maiores, mesmo diante da escalada de tensões diplomáticas.

Exit mobile version