Estudo da Fundaj destaca desigualdades na mortalidade infantil e fetal na capital pernambucana
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) reafirmou seu compromisso com questões sociais e científicas ao divulgar o relatório intitulado “Análise Espacial da Mortalidade Infantil no Recife (PE), Brasil”. Coordenado pela pesquisadora Cristine Bonfim, o estudo se baseou em dados de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde.
A pesquisa contou com a colaboração de equipes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, da Secretaria de Saúde do Recife e do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira. Além disso, um bolsista de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/Fundaj) também participou do levantamento.
O foco principal do estudo foi identificar as desigualdades sociais relacionadas à mortalidade fetal e infantil, destacando as causas que poderiam ser evitadas, além de localizar as áreas mais vulneráveis na cidade. Ao longo de dois períodos analisados, de 2006 a 2010 e de 2011 a 2015, observou-se um aumento superior a 8% na taxa de mortalidade fetal evitável, apesar de uma leve diminuição na mortalidade infantil.
O relatório indicou que a análise espacial foi crucial para reconhecer regiões onde há uma concentração maior de casos de mortalidade do que o esperado, revelando uma forte correlação entre essas taxas e as desigualdades sociais presentes. Esses dados sublinham a necessidade urgente de melhorar a atenção à saúde das mulheres, assim como o pré-natal e o suporte durante o parto.
A presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, enfatizou a importância dos achados da pesquisa coordenada por Cristine Bonfim, ressaltando que eles podem auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas para a saúde. “Este estudo reafirma o comprometimento da Fundaj com a melhoria das políticas públicas, possibilitando um planejamento mais eficaz, uma alocação de recursos mais inteligente e um fortalecimento das ações de vigilância em saúde, além de aprimorar nosso papel na formação de conhecimento”, destacou Aguiar.

