terça-feira 3 de março

Uma Parada Estratégica no Recife

Hoje, tivemos a oportunidade de visitar o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico (A140) no Porto do Recife, parte da programação da Operação “Aspirantex 2026”, que se estenderá até o dia 30 de janeiro. Esta operação envolve cerca de 2.400 militares em treinamento no mar, incluindo a presença da fragata Defensora (F41), que acompanhou o Atlântico durante a escala.

Essa ação representa um dos principais exercícios anuais da Esquadra Brasileira, com o objetivo de aprimorar o adestramento de unidades navais e aeronavais. Os aspirantes a oficiais têm a chance de vivenciar a rotina embarcada, colocando em prática o que aprendem em teoria e, assim, desenvolver suas habilidades em ambientes operacionais e de combate.

Operações de Alto Nível

Além do NAM Atlântico e da fragata Defensora, a “Aspirantex 2026” conta com uma variedade de meios navais, incluindo o Navio Doca Multipropósito Bahia, diversas fragatas, corvetas, submarinos e aeronaves da Aviação Naval. Este contingente participa de exercícios variados que abrangem operações de superfície, guerra antissubmarino, defesa antiaérea, e guerra eletrônica e cibernética.

Os navios da Esquadra fazem escalas em diversos portos do Nordeste, como Cabedelo (PB), Recife (PE), Maceió (AL), Salvador (BA) e Vitória (ES). Em cada um desses locais, as embarcações são abertas ao público, oferecendo uma rara oportunidade para a população conhecer de perto o trabalho da Marinha do Brasil e suas operações.

Uma Experiência Enriquecedora para Aspirantes

A Operação também reúne cadetes de instituições de ensino militar como a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e a Academia da Força Aérea (AFA). Essa interação permite que os futuros líderes militares ampliem sua formação e vivam a rotina de operações navais.

Para os aspirantes da Escola Naval que estão em fase final de formação, esta comissão é crucial. É durante essa fase que muitos terão a chance de aplicar seus conhecimentos teóricos em situações reais no mar, o que pode influenciar decisivamente suas escolhas profissionais na Marinha.

Conhecendo o NAM Atlântico (A140)

O NAM Atlântico, que atualmente atua como Capitânia da Esquadra, é na verdade o ex-HMS Ocean da Royal Navy, adquirido pela Marinha do Brasil em 2018. Este navio é projetado para o controle de áreas marítimas e para a projeção de poder em terra, mar e ar. Além disso, o Atlântico é apto para missões humanitárias, como resgates e operações de manutenção da paz.

Com capacidade para operar até sete helicópteros em seu convés de voo e 12 no hangar, o NAM Atlântico pode transportar entre 500 e 800 Fuzileiros Navais, os quais podem ser projetados através de helitransporte ou em operações de desembarque usando suas quatro lanchas. O navio conta ainda com diversas salas de planejamento para o uso do Estado-Maior.

Equipamentos Modernos e Aeronaves a Bordo

O NAM Atlântico é equipado com um Sistema de Combate integrado ao Sistema de Comando e Controle LPH CMS, além de possuir armamentos modernos como quatro canhões de 30 mm DS30M Mk2 e sistemas de radar avançados, incluindo o Radar Artisan 3D 997, que possui uma capacidade de detecção e acompanhamento elevada.

Atualmente, o navio abriga quatro tipos de helicópteros: o UH-15A Super Cougar, destinado a busca e salvamento (SAR) e transporte; o AH-15B Super Cougar, projetado para guerra antissuperfície (ASuW) e capaz de lançar o míssil AM39 Exocet; o SH-16 Seahawk, que atua em guerra antissubmarino (ASW); e o IH-18 Airbus H125 Esquilo B3e, utilizado para instrução.

Os helicópteros UH-15A e AH-15B pertencem ao 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2), enquanto o SH-16 Seahawk é do 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1), e o IH-18, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1).

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